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Breve informe sobre as recentes críticas contra Ciro Gomes.

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   Com as eleições chegando, e com alguns milionários já demonstrando publicamente medo de perder algumas de suas benesses tributárias, as críticas contra a campanha de Ciro Gomes se acentuaram.
   O primeiro a questionar Ciro foi Alexandre Schwartsman. Disse que Ciro mente em relação à dívida. Schwartsman, que já foi diretor do Banco Central do Brasil, ao que parece, ignora o fato contábil de que a totalidade das despesas financeiras são descritas na Lei de Orçamento Anual, e disponibilizadas no site da Secretaria do Tesouro Nacional. É bem verdade que, em algum momento, Ciro possa ter falado assuntos relacionados à dívida com algumas imprecisões, desculpáveis em se tratando de alguém que não é economista, mas é mais incrível como a mídia corporativa silencia diante inviabilidade da rolagem da dívida pública tal como vem sendo praticada desde a crise de 2014.
   O país, que não tem superávit primário (e deve desobrigar-se de fazer grandes saldos em superávit primário, diga-se), vem encurtando os prazos de pagamento de seus títulos, em um ciclo completamente inviável para a recuperação da economia brasileira. Pacotes anticíclicos macroeconômicos, que caberiam indiscutivelmente neste período de crise, estão completamente fora de questão, em nome de um suposto combate à inflação, que já bateu no piso. Ou seja: foi-nos denegado discutir os rumos da economia real, em prol dos lucros extraordinários do sistema financeiro. A proposta de Ciro de pagar dez por cento da dívida pública com as reservas internacionais também foi silenciada. Preferiram fazer memes na internet com os escudos retóricos de nosso candidato.
   E isso tem ganhado corpo. Ao que parece, Míriam Leitão escreveu uma coluna contra Ciro baseado naquilo que outros jornalistas e agentes do mercado financeiro pensam. Não encarou de frente o assunto rolagem da dívida, fincou a bandeira na necessidade de se fazer superávit primário e usou do velho chavão “o Brasil não é os Estados Unidos”. Apesar disso, defendeu os interesses de seus patrões. E seus patrões tiveram que dar o braço a torcer, iniciando nesta semana a bateria de ataques contra o melhor dos candidatos.
   É bom que se diga: o assunto da dívida pública é, sem dúvida, o mais espinhoso, aquele que realmente tira o sono da plutocracia nacional. Por essa razão, Ciro não pode entrar muito em detalhes de como daria conta de um um problema político tão complicado, pois, até o final deste ano, um eventual governo Ciro poderia ser inviabilizado economicamente com o Temer na presidência. O rentismo não pensaria duas vezes em implodir o já combalido setor produtivo brasileiro. No ano passado, o Ciro deu uma de suas melhores palestras, falando especificamente da dívida pública. Ele não tem repetido aquele discurso, justamente porque é o mais viável.
   Por tudo isso, amigos, temos que confiar. A luta não será fácil. Permaneçam atentos ao A + B!

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