Antigos aliados, Temer e PT atacam apoio do centrão a candidatura de Ciro

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O interesse do centrão pela candidatura de Ciro Gomes (PDT), acendeu  a ira de antigos aliados: PT e Temer. Ambos avaliam o perigo do fortalecimento da candidatura do pedetista, e já se articulam para minar um possível apoio de DEM, PP e Solidariedade a Ciro. PR é o único partido do centrão que se recusa a dar seu apoio, pois seu cacique, Valdemar Neto (PR), investigado no mensalão, tem rixa severa com Ciro. PT e Bolsonaro (PSL) disputam o apoio de Valdemar.

Com Informações Folha de São Paulo/Daniela Lima

Alvo comum Ciro Gomes (PDT) conseguiu o improvável: colocou Michel Temer e o PT militando por uma mesma causa. O flerte de partidos do centrão com o pedetista levou o presidente a se engajar pessoalmente na tentativa de demover siglas como o PP e o DEM de embarcarem na candidatura do presidenciável que o chama de “quadrilheiro”. O PT fez o mesmo. Procurou dirigentes do Progressistas, do PSB e do PR para falar contra uma aliança com Ciro. Resultado: o movimento na direção dele refluiu.

Por mim Temer falou sobre o assunto com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cacique do DEM. Ele ainda mandou seus ministros avisarem aos aliados que, para o Planalto, “qualquer um, menos Ciro”.

Autopreservação Os petistas estiveram com o presidente do PP, Ciro Nogueira, com o PSB e com Valdemar Costa Neto, mandachuva do PR. Sem Lula, temem que Ciro colha votos no eleitorado do PT, prejudicando o plano B da sigla.

Saída pela direita Nesta quarta (11), Valdemar recebeu uma procissão de políticos em Brasília. Esteve com Cid Gomes, irmão e articulador de Ciro, com dirigentes do Podemos, partido de Álvaro Dias, e com Jaques Wagner, do PT.

Saída pela direita 2 O cacique do PR deixou os interlocutores com a impressão de que tende mesmo a fechar com Jair Bolsonaro (PSL). Ele chegou a dizer a integrantes de seu partido que a ascensão de conservadores é uma tendência mundial e que com Bolsonaro tem mais chances de ampliar a bancada no Rio e em SP.

Voltei O ataque especulativo a Ciro Gomes gerou dividendos para Geraldo Alckmin, o presidenciável do PSDB. A cúpula do DEM voltou a piscar para ele, assim como a do PP.

Pela culatra A ala do DEM que é pró-Alckmin disseminou a tese de que não se deve minimizar a capacidade de Lula de transferir votos para um petista, o que minaria as chances de Ciro crescer no Nordeste.

Ordem dos fatores Esse grupo argumenta que, considerando que é improvável dois nomes da esquerda chegarem ao segundo turno, melhor fortalecer Alckmin para evitar que um petista passe à etapa final contra Bolsonaro, que tem alto índice de rejeição.


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