NOS DEZ ESTADOS MAIS POPULOSOS, MARINA SILVA NÃO TERÁ PALANQUE

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Jogar parado nem sempre dá certo. A REDE, nos dez estados mais populosos do país, não terá sequer um palanque competitivo. Além disso, em três estados, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Amapá, o candidato a governador aliado será o de um partido rival na corrida presidencial. Com maiores informações, a CBN: 

Marina Silva terá palanques fracos nos 10 maiores colégios eleitorais do Brasil

Em nenhum dos dez estados com mais eleitores, a Rede Sustentabilidade apoia um candidato com bons números em pesquisas ou coligações fortes. No Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Amapá os problemas são ainda maiores, porque o partido vai se aliar a rivais na corrida presidencial. Marina terá metade da pequena fração do fundo eleitoral destinada ao partido, mas sem alianças por enquanto terá inserções de apenas quatro segundos na TV e no rádio.

Por Pedro Durán (pedro.duran@cbn.com.br)

Sem coligações, Marina Silva liberou o partido para negociar alianças nos estados. Mas a decisão pode render constrangimentos, obrigando a pré-candidata a se limitar a palanques de postulantes ao Congresso Nacional.

Nos dez maiores colégios eleitorais, a presidenciável da Rede Sustentabilidade terá palanques fracos. Em cinco desses estados, o partido tem candidatos próprios, mas sem grandes coligações, expressividade eleitoral ou bons números nas pesquisas. É o caso de Minas Gerais, Bahia, Paraná, Pernambuco e Santa Catarina.

Nos outros cinco, ou a neturalidade, ou o apoio a um candidato fraco ou a composição com um partido rival em âmbito nacional.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral, a Rede indicou o vice do nanico PMN.

Onde o partido tem mais força, pode haver constrangimento. No Amapá, onde a Rede tem seu único senador, a decisão foi apoiar um nome do Democratas, que compõe o centrão – criticado por Marina. No Rio de Janeiro, a contragosto da presidenciável, o partido vai apoiar o senador Romário, do Podemos, num palanque em que Marina não estará por discordar da decisão.

“Eu manifestei minha divergência e relação à aliança no Rio de Janeiro, mas o diretório do Rio – que nós chamamos de Elo – compreendeu que deveria fazê-lo e essa divergência se concretizará em palanques divergentes na candidatura para governador no que concerne à minha participação”, diz ela.

Quem vai compor a chapa com Romário é um dos dois únicos deputados federais da Rede, Miro Teixeira, que sairá ao senado. Ele acredita que o nome de Marina atravessará esses obstáculos.

“A Rede não tem tempo de televisão e não tem dinheiro. Nós não somos um grande partido e ela é uma grande candidatura. Em toda pesquisa que você vê, a Marina tá bem situada. Nós não dispomos de meios, não dispomos de nada, mas dispomos de um nome muito bom, que é o dela. E eu acho que isso aí vai ter seu peso. O eleitor é livre, então pode votar na Marina e votar em outros partidos pra governador, pra senador, para o que for”, diz ele.

No quinto maior colégio eleitoral, o Rio Grande do Sul, mais um constrangimento em potencial. O deputado João Derly conta que a Rede deve apoiar ou o atual governador, José Ivo Sartori, do MDB, ou o tucano Eduardo Leite – que darão preferência a outros presidenciáveis.

“O palanque, o próprio MDB ofereceu palanque. O PSDB também abriria quando ela estivesse no estado, também faria campanha em conjunto, mas são candidaturas onde tem candidaturas majoritárias. [Mas o senhor acha que a Marina toparia subir no palanque dos partidos rivais?] Essa é uma boa pergunta. Ela está chegando aqui até o final da semana, dia 2 é nossa convenção e eu acho que vai ajudar bastante pra que a gente possa deixar aí nosso caminho”, diz ele.

Nos lugares onde o partido tem candidatos próprios, o desempenho não é bom. Aposta da Rede, o jurista Marlon Reis vai disputar o governo do Tocantins novamente. Nas eleições suplementares do mês passado, ele teve menos de 10% dos votos. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, um revés recente para o nome do partido na corrida. O vice escolhido por João Batista Mares Guia abandonou a pré-campanha. Por lá, as chances da Rede também são baixíssimas.

Com inserções de quatro segundos na propaganda eleitoral, Marina Silva vai absorver metade dos R$ 10,5 milhões destinados ao partido do Fundo Eleitoral.

 

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/200669/marina-silva-tera-palanques-fracos-nos-10-maiores-.htm

 


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