VI O VELHO SE APROXIMANDO, MAS ELE VINHA COMO SE FOSSE O NOVO

Imagem: The Intercept
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“Eu estava sobre uma colina e vi o VELHO se aproximando, mas ele vinha como se fosse o NOVO (Brecht)”

Apresentando-se como a “mais nova novidade” nesta eleição temos o Partido Novo, fundado em 2011 por João Amoedo, ex-conselheiro do Banco Itaú BBA e um grupo de investidores ligados em sua maioria ao banco Itaú

O partido lançará João Amoedo como seu candidato a presidente este ano, apesar de ser um estreante na política, suas ideias são velhas conhecidas.

Seu partido, apesar de ser Novo, foi fundado com dinheiro velho.

Amoedo declarou já ter “investido” cerca de 4.5 milhões de reais em recursos próprios em seu partido político, outros “investidores”, também ligados ao mercado financeiro já pingaram no caixa do partido cerca de meio milhão de reais.

Seguindo a moda de políticos que negam a política, João Amoedo afirma que seu partido é um partido criado para “pessoas iguais a você” feito de pessoas comuns, para pessoas comuns.

O partido é Novo, mas suas ideias são velhas: o Novo advoga a privatização de todas as estatais, estratégicas ou não (de fato nem parece reconhecer o conceito de empresa estratégica), mais liberdade para as corporações e diminuição de impostos.

Para completar o conjunto de ideias velhas, João Amoedo também se declara contra qualquer alteração na legislação sobre o aborto, alegando que “as mulheres já tem o direito ao aborto dentro da legislação atual”.

Para o problema da violência, o Novo oferece a solução simples de endurecimento de penas, ignorando o fato de que a maior parte dos crimes cometidos em nosso país sequer são investigados.

O Novo segue um discurso liberal-conservador, muito comum em nosso país, que prega “estado mínimo para o dinheiro, estado máximo para as pessoas”.

Um estado mínimo para o dinheiro, com menos controle estatal sobre o capital, menos direitos trabalhistas, menos impostos e menos regulamentação e um estado máximo para as pessoas, com mais controle estatal sobre a vida do cidadão, na forma de uma política penal mais dura e controle estatal sobre o corpo da mulher na forma da proibição do aborto.

Também já declarou ser a favor da cobrança de mensalidades em universidades públicas e o financiamento da educação pública através de “vouchers”, que nada mais são do que uma forma de direcionar dinheiro público para financiar empresas privadas de educação.

O NOVO na verdade já nasceu VELHO.

Com informações: Valor EconômicoEl País


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