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Bolsonaro no Roda Viva: Quantidade não é qualidade

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Na última Segunda-Feira houve uma entrevista do Bolsonaro com diversos Jornalistas no Roda Viva. Embora o teor da entrevista tenha deixado a desejar (grande parte das perguntas não foi direcionada a respeito de programa de governo, as poucas que foram feitas o candidato não respondeu de maneira satisfatória). Assim sendo, algo notado nas redes sociais entre os fãs do capitão, ex apoiador da base aliada do PT,  é a tentativa de entender a questão da rejeição ao candidato que também é grande. Algo interessante a se notar nas estatísticas sobre esta última entrevista é que, houve uma grande quantidade de acessos e ‘tweets‘ por exemplo, e a maior parte desses tweets se refere a comentários negativos ao próprio candidato.

 

Mapa qualitativo intereções tweets Bolsonaro no Roda Viva. Fonte: FGV - DAPP
mapa qualitativo a respeitos dos comentários sobre Bolsonaro no Roda Viva. Fonte: FGV – DAPP

 

Grupo que criticou Bolsonaro é heterogêneo

Fonte: FGV – DAPP.

Grande parte dos tweets ocorreu por volta de 23h, as hashtags puderam ser qualificadas de acordo com o teor dos comentários os quais elas estavam inseridas. Assim sendo, a hashtag #rodaviva foi usada em 27% das postagens e com conteúdo crítico à postura do candidato, por exemplo. Foram cerca de 60 mil tweets por hora entre 20h do dia 30 de Julho e 8h do dia 31.

O melhor vai para o mapa de interações, mostrado logo no começo deste artigo, nele o grupo laranja não é tão coeso e apresenta ‘grupos heterogêneos’. Ok, você poderia imaginar que quem critica Bolsonaro é de esquerda, não é bem assim…  O grupo verde que postou tweets apoiando o candidato, é mais coeso, de direita, são pessoas com pensamento e opiniões mais próximas.

Portanto, o momento agora não é de sair criticando aquele seu colega, amigo(a)(x) ou parente que mal entende de política e diz votar Bolsonaro. E’ fácil entender que quando a insatisfação com a política é muito grande, são eleitos os personagens mais exagerados em alguns aspecto para representação da sociedade, o problema é que agora temos eleição para executivo…  Brasil está em uma situação de ser sensível ao Ajuste Fiscal (Dívida Pública / PIB) e de não poder abdicar de Educação e Saúde por exemplo, dois temas para políticas públicas que são importantíssimos para uma manutenção de produtividade no nosso País.

O que essa pesquisa nos mostra, é que, de fato há indignação mas ao contrário do falado no dia posterior à entrevista (maior platéia do Roda Viva nos últimos tempos) etc, a rejeição é muito grande. Há críticas, e o que podemos afirmar com toda certeza é que, o mesmo nível de insatisfação e crítica que existe para a política em geral também existe para os candidatos da direita. (Estou considerando aqui que tivemos governos de esquerda nos últimos dez anos, o último deixou de brinde o atual Governo…).

 

Bolsonaro joga com anti-game

Para quem é fã de jogos como Dota2 e LOL vai entender o que estou falando aqui, bem, se você achou nerd demais isso, vou colocar outro jogo que muita gente na política diz saber jogar: Xadrez. O anti-game consiste em você sacrificar seu espaço (ou os seus soldadinhos, peões, creeps…) para que o inimigo avance cometendo alguma falha. E é assim que tem sido a história entre Bolsonaro e a esquerda, principalmente a da Zona Sul que adora ficar indignada com a política brasileira em seus passeios por Paris… Só que graças aos céus a gente pode coletar, separar e criticar os dados, a informação, por isso, e talvez essa seja a grande contribuição para reverter esse anti-game mal jogado pela esquerda, o avanço do Capitão do EB que diz ter perseguido Lamarca não seja tão consistente assim.

E’ a esquerda que também faz parte da platéia do Bolsonaro ?  Então porque não saem desse teatro e ocupam outros espaços ? Perderam o timing, assim como a equipe Bolsonaro pode ter perdido o timing apostando demais em provocações e achando que a ‘mensagem’ chegaria a todos… Sim, o xadrez já mostrava isso, ao sacrificar demais os peões você pode perder. E’ uma tática usada por experts mas não deixa de ser uma tática perigosa. Todos os campeões já usaram, mas não abusaram. Resumindo, grande parte da platéia do Bolsonaro o critica, e devemos tirar uma prova dos 9 nesta sexta-feira com a sabatinada na Globo News.

 

Resumindo o jogo

Sintetizando, grande parte da estratégia do capitão é fazer com que seus inimigos o critiquem e assim, ao avançarem, ele também estaria avançando junto.  O grande problema agora, é que quem o critica não está 100% no grupo que o capitão diz combater,  ou seja, quem poderia no mínimo questionar já está criticando. Outro problema é a inocência de quem diz combater o pensamento que o capitão representa, mas contribui para que o mesmo avance junto…  Mais atenção soldado! rs.

O artigo da FGV-DAPP pode ser encontrado aqui:  http://dapp.fgv.br/observa2018/posts/entrevista-com-bolsonaro-provoca-mais-de-60-mil-tuites-por-hora-sobre-pre-candidato/


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