CIRO: VOU EM REUNIÕES DE ARTISTAS E INTELECTUAIS E AO INVÉS DE FALAR DE FOME E DESEMPREGO QUEREM FALAR DE LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

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Em entrevista ao jornal O Globo em 17 de agosto, Ciro Gomes declarou:

“A esquerda é deslocada da realidade. Vou em reuniões de artistas e intelectuais cariocas e ao invés de falar de fome e desemprego querem falar de legalização da maconha. Quero ser presidente do Brasil não guru de costumes”.

Ciro fez uma analise sobre a situação atual de parte da esquerda. Questionado se seria contra a descriminalização das drogas,  Ciro afirma  que:


“Eu não disse que sou contra, eu disse que não sou candidato a guru de costumes. Esse é um assunto tabu para grupos importantes da sociedade brasileira por quem eu tenho muito respeito.
Mas a questão dos costumes, até pelo posicionamento do primeiro colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro, vem balizando os debates.
A esquerda velha criou e está aperfeiçoando o Bolsonaro, porque ela desconhece a vida real brasileira. Você acha que o (Marcelo) Crivella seria prefeito do Rio de Janeiro se não fosse a estreiteza do PSOL?

E avança no ponto, falando sobre a falta de foco de parte da esquerda atual em questões mais do dia-a-dia da população:

“A pretexto de ser o déspota esclarecido, ultraesquerda, o intransigente, acaba se descomprometendo com a realidade do povo. Por se achar muito mais inteligente do que todo mundo, muito mais moralista, muito mais danadão, resultado: é o Crivella o prefeito, e não o (Marcelo) Freixo. Você acha que o Crivella se elegeria prefeito de Fortaleza alguma vez na vida? Nem a pau, Juvenal. E o Rio de Janeiro, maior concentração de artistas por quilômetro quadrado, de intelectuais, de engenheiros, uma elite exuberantemente linda, criativa e olha a situação de vocês. Isso por causa do gueto da Zona Sul. Eu vou para as reuniões aqui (no Rio) e as pessoas não querem falar de emprego, de salário. Completamente voando da agenda do povo, querem exigir de mim compromisso de descriminalização de droga, porque “eu gosto de fumar minha maconha’. Nenhum problema, meu patrão, mas eu quero ser presidente do Brasil, e não guru de costumes.”



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