GUERRA TÁTICA: PT CHAMA CIRO PRA SER VICE, PDT RECUSA.

BRASÍLIA, DF, 21.01.2016 - PDT-REUNIÃO - Reunião do Diretório Nacional do PDT com a presença do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, nesta quinta-feira (21), em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
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A guerra tática entre Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) continua. Ambos querem ser candidatos à presidência com o maior número de apoio de partidos progressistas. Porém, com a inelegibilidade de Lula, o qual teoricamente teria maior peso eleitoral, Ciro Gomes tem crescido nas pesquisas e tem atraído interesse de antigos aliados lulistas.

Vendo a impossibilidade de coligação com antigos aliados, tendo em vista a situação do expresidente Lula, o PT fez uma manobra ousada visando isolar Ciro. Rachou o PSB, prometendo palanques, matando candidaturas de próprios quadros, como o caso da vereadora Marília Arraes (PT-PE) ao Governo de Pernambuco, na condição de que o PSB se mantivesse neutro e não se coligasse com o pedetista.

O PSB forneceria à candidatura trabalhista tempo de TV e verba do fundo partidário. Para o PT, Ciro representa uma verdadeira ameaça a sua hegemonia na dita esquerda, preferindo arriscar numa candidatura própria ainda sem expressão, a permitir a vitória de Ciro.

Tal atitude vem gerado diversas críticas de expoentes do campo progressista, inclusive de alguns petistas, como o deputado federal Wadih Damous. Militantes da esquerda reclamam da falta de união do campo, e começam a criticar Lula, sendo visto agora como grande opositor de uma união na qual o PT não seja o cabeça.

Mais uma cena do capítulo da disputa vem a tona. Em reunião no dia 31/07, presente os principais partidos de esquerda e centro esquerda, Gleisi Hoffmann, presidente do PT e principal interlocutora de Lula, ofereceu à Ciro a vaga de vice na chapa de Lula. Porém havia um problema, o PDT no ultimo dia 26/07/2018, acabará de lançar oficialmente Ciro Gomes à presidência na sua Convenção Nacional.

Carlos Lupi, presidente do PDT, achou que Gleisi estava brincando, e quando percebeu que a proposta fora de hora era séria, de pronto recusou. Para muitos, o PT tenta agora aliviar sua barra de ser responsabilizado como o grande desagregador da esquerda. Alguns dirigentes sonham que a tática de isolar Ciro force uma união em torno do PT, o que parece ser improvável.

Ciro Gomes tem demonstrado um crescimento constante nas pesquisas eleitorais, assumindo em alguns institutos o segundo lugar na corrida presidencial. Do outro lado, não se sabe ao certo se a tática do poste petista, vencedora com Dilma, daria certo novamente sobre novo postulante escolhido pelo Pt, gerando uma incerteza eleitoral.

Por certo, Ciro não vai se entregar tão fácil e continua costurando com partidos progressistas, como o PSB. O período para se coligar vai até o dia 05/08.

Com informações Folha de São Paulo

Painel

Xeque-mate No encontro dos dirigentes dos partidos de esquerda, na terça (31), Gleisi Hoffmann disse ao presidente do PDT, Carlos Lupi, que o PT estava oferecendo a vaga de candidato a vice de Lula a Ciro Gomes (PDT).

Fala sério? Lupi, a princípio, levou na brincadeira. Quando percebeu que era sério disse que o convite deveria ter vindo há duas semanas, antes da convenção do PDT que oficializou a candidatura de Ciro ao Palácio do Planalto.

Vai que cola Os petistas admitem que a operação não será fácil, mas dizem acreditar que o isolamento de Ciro na disputa pode acabar na formação de uma aliança da esquerda


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