PROPOSTA DE BOLSONARO CRIA TRABALHADOR DE SEGUNDA CLASSE

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Bolsonaro propõe a criação de uma “segunda classe” de trabalhadores, que mesmo com carteira assinada, não contarão com direitos sociais.

Em seu plano de governo, Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, diz em seu plano de governo que “gerar crescimento, oportunidades e emprego” será prioridade em um eventual mandato, porém o plano de entregue por Bolsonaro à Justiça Eleitoral não apresenta medidas concretas de combate ao desemprego, mas expõe algumas ideias de sua equipe econômica.

Uma delas é a criação de uma “carteira de trabalho verde e amarela”, que será opcional e destinada a novos trabalhadores. Nesse modelo, o contrato individual firmado entre empregador e empregado prevalecerá sobre a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

“Assim, todo jovem que ingresse no mercado de trabalho poderá escolher entre um vínculo empregatício baseado na carteira de trabalho tradicional (azul) – mantendo o ordenamento jurídico atual – ou uma carteira de trabalho verde e amarela (onde o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais)”, diz o plano de governo no tópico Modernização da Legislação Trabalhista, condizente com a reforma trabalhista do governo Temer.

As propostas de Bolsonaro para a economia passam necessariamente por um ajuste fiscal rigoroso, que ele chama de “Orçamento Base Zero”. Entre as propostas estão estímulo às privatizações, reforma da Previdência, reforma tributária e “fim do aparelhamento dos ministérios”.

O plano de Bolsonaro defende, ainda, a adoção de “princípios liberais” para a retomada do crescimento.

Em tom panfletário, afirma que “Graças ao liberalismo, bilhões de pessoas estão sendo salvas da miséria em todo o mundo”, diz ainda que “O liberalismo reduz a inflação, baixa os juros, eleva a confiança e os investimentos, gera crescimento, emprego e oportunidades.”

Com informações: HuffPost


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