LEILÃO OFERECE CAMPOS DO PRÉ-SAL MAIS RENTÁVEIS PARA O ESTRANGEIRO

Campos Petróleo
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Com Informações Monitor Digital

Petrobras produz mais no campo de Lula do que a Colômbia

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, a 5ª Rodada de Licitações de Partilha da Produção em áreas do pré-sal. Serão oferecidos quatro blocos de exploração nas áreas denominadas Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde, localizadas nas bacias de Santos e Campos. O volume estimado supera os 17 bilhões de barris.

O valor total em bônus de assinatura a ser pago, caso todas as áreas sejam arrematadas, pode chegar R$ 6,82 bilhões. Nas licitações sob o regime de partilha, as empresas vencedoras são as que oferecem ao governo o maior percentual de óleo excedente da futura produção.

Onze empresas estrangeiras foram aprovadas para participar do certame. A única representante brasileira é a Petrobras. Em junho, a Petrobras já havia manifestado interesse de preferência pela área Sudoeste de Tartaruga Verde. Pelas regras na lei do pré-sal, caso a estatal brasileira não consiga arrematar esse bloco, poderá se consorciar às empresas vencedoras e obter uma participação de 30%, como operadora da exploração.

Para o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, os certames contrariam o interesse nacional. Ele aponta a pressa para entregar o petróleo a multinacionais estrangeiras, às vésperas da eleição, como parte da “agenda antinacional” de Temer, que quer colocar o país em “novo ciclo colonial”.

O potencial do pré-sal pode ser medido pelo campo de Lula. São 133 poços que produzem 829 mil barris por dia, nível de produção de um país como a Colômbia. “Esperamos chegar a 1 milhão de barris por dia. Temos pelo menos mais duas décadas de uma história de sucesso para contar”, destacou o gerente-geral de gestão de contratos de produção da Petrobras, Daniel Pedroso, em palestra na Rio Oil & Gas.


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