VENDA DO PRÉ-SAL: PETROLEIRAS ESTRANGEIRAS LEVARAM ATÉ O BLOCO PAU-BRASIL

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Com Informações Monitor Digital

Após 5 leilões, multinacionais já são donas de 75% do pré-sal

Após a 5ª Rodada de Licitação do Pré-Sal, realizada nesta sexta-feira, as petrolíferas estrangeiras já são donas de 75% do pré-sal brasileiro. O levantamento foi feito pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). As britânicas Shell e BP já acumulam 13,5 bilhões de barris de petróleo em reservas do pré-sal. Mais do que a Petrobras, que detém 13,03 bilhões de barris em campos leiloados nas cinco rodadas da ANP.

Treze multinacionais já se apropriaram de reservas equivalentes a 38,8 bilhões de barris de petróleo, de um total de 51,83 bilhões de barris que foram leiloados.

“É o pagamento do golpe. Ou alguém ainda tem alguma dúvida?”, indaga o coordenador em exercício da FUP, Simão Zanardi Filho. Os pagamentos de bônus de assinatura no quinto leilão somaram R$ 6,82 bilhões, equivalente a R$ 0,34 por barril, segundo cálculos da FUP.

O bloco de Saturno foi arrematado por um consórcio formado por Shell (50%) e Chevron (50%). A ANP pedia um percentual mínimo de participação na produção de óleo de 17,54%, e o consórcio ofereceu 70,2%. No Titã, o consórcio formado pela ExxonMobil (64%) e a QPI (36%) saiu vitorioso. As empresas ofereceram à União uma participação de 23,49% sobre a produção de petróleo.

O bloco Pau-Brasil foi arrematado pelo consórcio formado por BP Energy (50%), Ecopetrol (20%) e CNOOC (20%). O excedente em óleo oferecido foi de 63,79%. A oferta feita pela Petrobras foi inferior.

O bloco Sudoeste de Tartaruga Verde ficou com a Petrobras, sem ágio. O excedente em óleo é de 10,01%. Em junho, a Petrobras havia manifestado interesse de preferência pela área. Pelas regras na lei do pré-sal, caso a estatal brasileira não conseguisse arrematar esse bloco, poderia se consorciar às empresas vencedoras e obter uma participação de 30%, como operadora da exploração.

Para o presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, os certames contrariam o interesse nacional. Ele aponta a pressa para entregar o petróleo a multinacionais estrangeiras, às vésperas da eleição, como parte da “agenda antinacional” de Temer, que quer colocar o país em “novo ciclo colonial”.


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