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BOLSONARO QUER ACABAR COM INDUSTRIA

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O conceito de ‘conteúdo local’ está diretamente ligado á Indústria Nacional, quando uma refinaria ou plataforma emprega na maior parte (não precisa ser na totalidade) recursos e serviços nacionais para a produção, podemos dizer que esta refinaria ou plataforma possui um bom índice de conteúdo local, conforme o site do Prominp: http://www.prominp.com.br/prominp/pt_br/conteudo/conteudo-local.htm

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O ‘conteúdo local’ não é um argumento meramente político mas também econômico, pois participam da classificação elementos que irão compor o produto,  caracterizando muito a participação do brasileiro no processo (na verdade mapeando a contribuição do engenheiro, projetista, etc). 

Pela cartilha da Petrobrás, que pode ser visualizada acima, seção de multas, podemos observar que há três alternativas que excluem o projeto do cerceamento da política de conteúdo local:

  1. Preço dos fornecedores locais excessivamente alto em relação aos fornecedores estrangeiros.
  2. Prazo de entrega dos fornecedores locais demasiadamente alto em relação aos fornecedores estrangeiros, comprometendo a produção do primeiro óleo.
  3. A compra refere-se a uma nova tecnologia não existente na data da licitação.

A discussão vai mais além, no campo econômico se a Petrobrás é um monopólio ela tem condições de manter lucro promovendo desenvolvimento através da política de conteúdo local (que a princípio, seus diretores não fazem oposição). As três regras acima parecem bastante justas e o ataque ao conteúdo local também deve vir acompanhado de uma observação do mercado internacional, e do Novo Normal da Economia Mundial com seus novos níveis de preços, para justificar a falta de compromisso com que produzimos e pensamos do lado de cá da fronteira.

A crítica ao conteúdo local é feita por uma equipe que recebeu (e recebe) apoio de ruralistas, para muitos destes o Brasil jamais deveria industrializar-se, pois assim sobram políticas de subsídios para o agronegócio. O Brasil não é dividido entre esquerda e direita e sim entre agronegócio e uma vontade de industrializar. E´ impossível afirmar que no Governo Lula não tenha havido esforço pela nossa indústria mas tínhamos um outro ambiente econômico no resto do mundo que favorecia a exportação de commodities, e obviamente com isso, o agronegócio.  Houve um erro em não ter apostado mais na indústria, até como forma de salvar o agronegócio nos dias de hoje já que temos uma relação Dívida versus PIB que será o centro das atenções em 2019. A crítica da equipe “proto-liberal-econômica” de Bolsonaro culpa a indústria brasileira chamando-a de ineficiente e corrupta, quando seus financiadores são os principais responsáveis de, na briga por mais espaço na economia nacional e subsídios do governo, minar nosso projeto de industrialização.


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