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PT FAZ REDE DE PROPINAS PARA DESTRUIR CIRO GOMES, DIZ REVISTA

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Reportagem da revista “IstoÉ” desta semana diz que o petista articula, em sua cela, “vantagens financeiras destinadas a irrigar campanhas” e até promessas de cargos em um eventual governo do partido.

De acordo com a publicação, com o aval de Lula, quem está do lado de fora sai em busca de apoio de caciques regionais, inclusive aqueles que votaram contra Dilma no processo do impeachment dois anos atrás, como Renan Calheiros (MDB-AL), Eunício Oliveira (MDB-CE) e Fernando Collor (PTC-AL).

Esses políticos estavam aliados aos presidenciáveis Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). Mas a revista diz que Lula “prometeu-lhes participação no novo governo e até compensações financeiras” para mudarem de lado.

Lula estaria enviando bilhetes a diversas pessoas, inclusive para o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que, segundo a revista, cumpre prisão em regime semiaberto na Penitenciária da Papuda, em Brasília (DF). O PR rebate essa afirmação (leia abaixo). 

“Apesar de não ser mais o presidente do PR, Valdemar ainda manda e desmanda no partido, que desde o governo Lula transformou o Ministério dos Transportes no seu latifúndio, digamos, mais produtivo. O operador financeiro de Valdemar é o ex-ministro Maurício Quintella, atualmente candidato ao Senado pelo PR de Alagoas. Como Lula sabe que o caixa do PR é poderoso, por comandar grandes obras em rodovias no País, o petista tem acionado Valdemar quando precisa fazer chegar recursos às mãos de algum neo-aliado”, diz outro trecho da reportagem.

Nas últimas semanas, o objetivo do ex-presidente tem sido ampliar a vantagem de Haddad no Norte-Nordeste do País. Não à toa, intensificaram-se as mensagens remetidas para caciques da região e velhos parceiros dos tempos da era petista no poder, caso dos senadores Renan Calheiros (MDB-AL), Eunício Oliveira (MDB-CE), Fernando Collor (PTC-AL) e o ex-senador José Sarney (MDB-MA), que até então marchavam ao lado de Henrique Meirelles (PMDB) ou de Ciro Gomes (PDT). Para que mudassem de lado na atual corrida presidencial, robustecendo o palanque de Haddad, Lula prometeu-lhes participação no novo governo e até compensações financeiras. 

Foi o que aconteceu no Maranhão. Lula havia recebido informações de que a candidatura de Ciro Gomes ganhava corpo no Estado. Afinal, o governador Flávio Dino (PCdoB), apesar de integrar a base aliada do PT, trabalhava com afinco para empinar a candidatura de Ciro. Até que Dino foi procurado pelo deputado José Guimarães, a quem coube repassar-lhe a orientação de Lula: que ele passasse a se dedicar a Haddad. “Dino tem que deixar de apoiar Ciro”, ordenou o petista da cadeia. Não parou por aí. Ao descobrir que um dos motores da candidatura de Ciro no Maranhão era o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), candidato ao Senado, Lula, por meio de Gilberto Carvalho, destinou uma importante mensagem a Valdemar Costa Neto. “Faça chegar dinheiro à campanha de Weverton Rocha”. O deputado, conforme informações colhidas por Lula da prisão, precisava de R$ 6 milhões para deslanchar sua campanha. Com o apoio de Quintella, Valdemar deflagrou a operação para o envio do dinheiro ao Maranhão.

Avião com R$ 6 milhões a bordo caiu em Boa Viagem (CE). Mas os recursos chegaram no destino: a campanha de Weverton Rocha, PDT

Conforme apurou ISTOÉ, um avião experimental Cirrus, da Vokan Seguros, a serviço da empreiteira CLC (Construtora Luiz Carlos), foi quem cuidou do transporte do dinheiro do Ceará com destino a São Luis. A CLC faz um trecho da BR-222, na região de Sobral (CE), uma obra do Ministério dos Transportes. No trajeto, percorrido no dia 14 de setembro, uma quase-tragédia: o avião acabou caindo com o dinheiro a bordo na cidade de Boa Viagem. Os recursos eram escoltados por um policial. Com o acidente, outros agentes foram ao local imaginando que a aeronave pudesse transportar drogas. Coube ao policial a bordo do Cirrus a tarefa de tranquilizar os colegas, dizendo-lhes que não se preocupassem com a ocorrência, pois ninguém havia ficado ferido. O dinheiro, contudo, chegou ao destinatário final, cumprindo os desígnios de Lula: a campanha do pedetista Weverton – convertido a empedernido cabo eleitoral de Haddad.

Mas ainda havia uma ponta solta no novelo da costura feita por Lula no Maranhão. O ex-presidente teria orientado os partidários a garantirem o apoio da família Sarney no Maranhão, onde o MDB estava com Henrique Meirelles. Após a atuação do PT junto ao clã, Haddad saiu de 4% para 36% nas intenções de voto no Estado.

A revista atribui o crescimento de Fernando Haddad à coordenação de Lula. O ex-prefeito de São Paulo começou a campanha com 4% das intenções de voto e agora aparece isolado em segundo lugar, com 21%, segundo o último levantamento Ibope.

Com informações IstoÉ


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