A Manipulação do Câmbio aprofunda a Desindustrialização Brasileira

Indústria
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Com informações Monitor Digital

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) denunciou um prejuízo bilionário sofrido por empresas exportadoras brasileiras por conta da formação de cartel e da manipulação de taxas de câmbio feitas por bancos e instituições financeiras.

As práticas irregulares, entre 2007 e 2013, inviabilizaram mais de US$ 50 bilhões em exportações de manufaturados. Além disso, geraram perda de receitas para as empresas exportadoras, contribuíram para a desindustrialização do país e reduziram a entrada de investimento produtivo Brasil, denunciou o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

O assunto foi debatido nesta terça-feira pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a pedido do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). “Para exportar manufaturados, a taxa de câmbio é fundamental, e sem taxa competitiva não temos condição de competir no mercado internacional”, afirmou José Augusto à Agência Senado.

Atualmente o Cade tem duas investigações relativas à manipulação de taxas de câmbio e a formação de cartel. A primeira delas, aberta em meados de 2015, começou investigando principalmente bancos internacionais com atuação no Brasil. Sete desses bancos confessaram a culpa e assinaram um Termo de Cessação de Conduta (TCC), com pagamento de multas milionárias.

A partir de novas informações geradas com a confissão e com o acordo assinado, o Cade abriu nova investigação em novembro de 2016, voltada mais para bancos nacionais.

Os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Ataídes de Oliveira (PSDB-TO) lamentaram a ausência de representantes do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na audiência pública. Diante da importância do assunto, eles informaram que vão aprovar uma convocação para uma segunda audiência. Desta vez, houve apenas convites.

“Para mim, esta audiência está literalmente manca, pois precisávamos de representantes do Cade, do BC e da Febraban aqui. Não tenho dúvida de que a corrupção passou pelo Cade, que é um órgão técnico, mas com indicações políticas. Espero que a situação mude a partir desse novo governo”, afirmou Ataídes.


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