CSB defende isonomia com militares na Previdência

Antonio Neto - Presidente da CSB
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Com informações Monitor Digital

Central afirma que somente benefício ao setor de petróleo equivale ao R$ 1 trilhão que querem retirar dos aposentados.

A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) defenderá junto aos parlamentares que novas regras da aposentadoria dos militares sejam votadas primeiro, e posteriormente estendidas aos demais trabalhadores. Essa é a solução apontada pela CSB para tornar mais justa a reforma da Previdência, acabar com regalias e facilitar a aprovação da mesma no Congresso Nacional.

“A proposta de reforma parte de um governo formado por militares. É natural que, se eles querem impor uma regra mais dura para todos, eles devem dar o exemplo. O próprio presidente Bolsonaro deveria pedir a revisão da sua aposentadoria como capitão, pois ele se aposentou com 33 anos, recebe mais de R$ 10 mil e propõe que uma trabalhadora doméstica trabalhe até 62 anos para receber um salário mínimo”, afirma o presidente da Central, Antonio Neto.

De acordo com o dirigente sindical, o presidente age com extrema hipocrisia ao defender regras inalcançáveis para muitos trabalhadores, deixando a discussão sobre aposentadorias dos militares, políticos e do Judiciário para um segundo momento.

Segundo a CSB, o debate em torno da reforma da Previdência guarda muita semelhança com a reforma trabalhista. “Na reforma trabalhista enganaram os brasileiros. Usaram números e promessas falsas. Mesmo o Senado reconhecendo que havia problemas sérios e inconstitucionalidades, os problemas não foram resolvidos. Prometeram mudar a lei para proteger mulher grávida de trabalhar em lugares insalubres, e não fizeram nada. Isso certamente irá acontecer na reforma da Previdência”, destacou.

Na opinião dos sindicatos, o governo reclama de falta de dinheiro, mas não quer combater fraudes e cobrar grandes empresas que devem para a Previdência. “Somente no ano passado, Michel Temer sancionou a Lei do Repetro (Lei 13.586/2017), que segundo estudos técnicos do Congresso representam isenção de R$ 1 trilhão em 20 anos. A sonegação estimada das contribuições previdenciárias soma 30% da receita líquida, ou R$ 113,2 bilhões; grandes empresas devem mais de R$ 452,8 bilhões para a Previdência e, segundo o TCU, em 2017, a renúncia fiscal atingiu R$ 354 bilhões. Por que punir o trabalhador?”, questiona Neto.


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