Os Militares ganham força no Governo Bolsonaro com a Exoneração de Bebianno

Gostou? Compartilhe!

Com informações RFI

O general Floriano Peixoto foi nomeado, em decreto publicado nesta terça-feira (19) no Diário Oficial, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Gustavo Bebianno. Além do substituto de Bebianno ser um militar da reserva, integrantes das Forças Armadas intermediaram uma solução para a crise, quando o clã Bolsonaro foi visto como foco do conflito. Governo tenta agora criar uma agenda positiva, com reforma da previdência.

Dos ministros do núcleo duro que estão no Palácio do Planalto, apenas o da casa Civil, Onyx Lorenzoni, não veste farda. O grupo militar no poder ficou mais forte com a atual crise do governo Bolsonaro. Primeiro porque no lugar de Gustavo Bebianno na Secretaria-Geral da Presidência vai o general da reserva Floriano Peixoto Vieira Neto, como queriam os militares.

Depois porque na bateção de cabeça com divulgação de áudio, fritura de ministro em praça pública, disse me disse de Bolsonaro, seu filho e o próprio Bebianno, os ministros generais atuaram como bombeiros por temer os riscos da crise nas prioridades do governo.

Suspeitas de candidaturas laranjas continuam

A Crise não terminou. Há investigação em curso sobre candidaturas laranjas do PSL, inclusive sobre o atual ministro do Turismo. Em Pernambuco, onde também há suspeita nesse sentido, o comando era do atual presidente da sigla, Luciano Bivar.

Além disso, não se sabe o que um Bebianno magoado poderia trazer de dor de cabeça para o governo. Tanto que na novela até a demissão do e- presidente do PSL, Bolsonaro foi aconselhado a elogiar o ex-ministro, que antes chamara de mentiroso.

“Avalio que pode ter havido incompreensões e questões mal entendidas de parte a parte, não sendo adequado prejulgamento de qualquer natureza. Tenho que reconhecer a dedicação e comprometimento do senhor Gustavo Bebianno à frente da coordenação da campanha eleitoral em 2018. E continuo acreditando na sua seriedade e qualidade de seu trabalho”, disse Bolsonaro.

Nesse mar de crise o governo tentará na pauta econômica mudar o disco, com a reforma da previdência. Possíveis aliados andam meio desconfiados com o desfecho do ministro e cobram menos interferência dos filhos do presidente.


Gostou? Compartilhe!