Preço da gasolina variou 138,3% em fevereiro

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Com informações Monitor Digital


Fernando de Noronha teve o litro mais caro: R$ 6,91; Abrantes, na Bahia, e Aracaju, os mais baratos: R$ 2,90.

No mês de fevereiro, que marcou o período pré-Carnaval e as viagens principalmente para o litoral, foi registrada uma variação significativa no preço da gasolina comum: no período, o combustível oscilou 138,3% por postos de todo o Brasil. A informação é do levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Os postos credenciados à marca espalhados pelo país apresentaram preços que iam de R$ 2,90 – nas cidades de Aracaju (SE) e Abrantes (BA) – a R$ 6,91 por litro em Fernando de Noronha (PE).

No caso da gasolina aditivada, a pesquisa mostrou uma oscilação de 121,5% nos preços, que iam de R$ 2,89 a R$ 6,40 o litro. Além disso, o etanol comum pôde ser encontrado, durante o mês, com valores que iam de R$ 2,23 até R$ 4,89 o litro, o que representa uma variação de 119,2%. No entanto, o combustível que apresentou diferenças de preço mais significativas – de 182,2% – foi o diesel comum, que foi de R$ 2,30 a R$ 6,49 em diferentes estabelecimentos.

Diesel – Nesta terça-feira, a Petrobras anunciou mudança na periodicidade para reajustes do óleo diesel. A partir de agora, o preço do combustível não poderá ser reajustado em períodos inferiores a 15 dias.

Até então, o valor do litro do diesel poderia variar até diariamente. Segundo a estatal, os preços do diesel nas refinarias da companhia correspondem a cerca de 54% dos preços ao consumidor final.

A estatal anunciou ainda a criação do “Cartão Caminhoneiro”, que permitirá a compra do combustível a preço fixo nos postos com a bandeira BR. O cartão deve entrar no mercado em 90 dias. Segundo a empresa, o cartão “servirá como uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens”.

A decisão foi aprovada em reunião com a Diretoria-Executiva. Em nota, a Petrobras garante que “manterá a observância de preços de paridade internacional (PPI), abstendo-se, portanto, de práticas que poderiam caracterizar o exercício de poder de monopólio, já que possui 98% da capacidade de refino do Brasil”. A alta do preço do combustível foi a principal justificativa para a greve dos caminhoneiros em maio de 2018.


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