Os Projetos Neoliberais destruíram a Indústria Brasileira

Indústria
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Manufatura no Brasil regrediu 42%, enquanto no mundo queda foi de apenas 1%

O setor industrial vem perdendo participação no PIB do Brasil desde os anos 1980. Em 2018, a indústria de transformação representou apenas 11,3% do PIB, isto é, quase a metade dos 20% registrados em 1976 a preços constantes. É o menor patamar desde 1947. Desde a década de 1980, sucessivas administrações neoliberais, com raros intervalos, implantaram políticas de abertura comercial e tecnológica daninhas ao país.

Estudo dos economistas Paulo Morceiro (USP) e Joaquim J. M. Guilhoto (OCDE) mostra um quadro mais grave nos setores de maior intensidade tecnológica (máquinas e equipamentos, química e petroquímica, automobilística, outros equipamentos de transporte etc).

Nestes, a participação no PIB começou a declinar prematuramente. Em conjunto, os setores de maior intensidade tecnológica perderam 40% de peso no PIB desde 1980. “Isso é grave e prejudicial ao desenvolvimento do país dado o dinamismo tecnológico destes setores”, pondera o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, que publicou análise do trabalho de Morceiro e Guilhoto.

Entre 1980 e 2015, o PIB manufatureiro no Brasil acumulou aumento de 28%, enquanto o dos EUA avançou quatro vezes mais do que isso, e o mundo como um todo, seis vezes mais. Excluída a China, o peso da indústria de transformação no PIB (a preços constantes) regrediu somente 1% entre 1980 e 2015, enquanto que para o Brasil este declínio chegou a nada menos do que 42%.

Em 2016, o setor de informática e eletrônicos era responsável por 0,5% do PIB do Brasil, enquanto nos Estados Unidos representou percentual 3,5 vezes maior. Neste mesmo ano, o Brasil contribuiu com apenas 0,5% do valor adicionado global deste setor, enquanto China e Estados Unidos lideraram, respectivamente, com 28% e 22%.

O cientista Rogério Cezar de Cerqueira Leite, em recente artigo, mostrou como pressões externas aniquilaram a nascente indústria digital brasileira, com o fim da reserva de mercado de informática. Posteriormente, o projeto Sivam alijou a tecnologia nacional de radares e sensores.

Finalmente, com a lei da propriedade industrial, foram extintas 1.050 estações de produção do setor de química fina, e 350 novos projetos foram abandonados.

Com informações Monitor Digital


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