Educação mostra força e acua Governo Bolsonaro. Protestos levam Milhares às Ruas

Rio de Janeiro RJ
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Uma série de protestos contra os cortes do governo Jair Bolsonaro(PSL) na educação básica e no ensino superior ocorreu em ao menos 228 cidades do País nesta quarta-feira, 15. Os os atos contra os bloqueios do Ministério da Educação (MEC) foram registrados em todos os Estados e no Distrito Federal. Além das manifestações, algumas universidades e escolas cancelaram as aulas.

Em capitais como São Paulo, os manifestantes chegaram a ocupar mais de dois quarteirões da Avenida Paulista e fizeram uma passeata até a Assembleia Legislativa (Alesp), onde o ato se dispersou com tranquilidade. 

Milhares de manifestantes protestaram contra os cortes do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do ministro da Educação Abraham Weintraub na educação, na tarde desta quarta-feira, no Centro do Rio do Janeiro. Com cartazes e gritos de ordem, os militantes se concentraram na Candelária às 15h, e seguiram em passeata, por volta das 17h50, para a Central do Brasil. 

Em todas as capitais foram registrados protestos contra o presidente Jair Bolsonaro.

Em Fortaleza, por exemplo, um grupo de estudantes de instituições federais do Ceará bloqueou a Avenida da Universidade, no Bairro Benfica. O ato começou por volta das 5h. Por volta de 7h20, os estudantes desbloquearam a via e seguiram para outro protesto no Centro de Fortaleza.

Já em Belo Horizonte, estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) participaram dos atos, que começaram às 7h na na Avenida Amazonas, no bairro Nova Suíça. Eles carregavam faixas com dizeres como “Luto pela educação” e “A aula hoje é na rua”. Os protestos se espalharam por outras partes da cidade e concentraram o maior público no Centro.

No Rio Grande do Sul, cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores, se reuniram na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre. A Brigada Militar estima a presença de 5 mil pessoas.

Em Goiás, escolas e universidades suspenderam as aulas por conta dos atos. Além da capital, Goiânia, cidades como Jataí, Anápolis, Itumbiara, Rio Verde, Luziânia e Catalão também tiveram protestos.

Em Manaus, centenas de manifestantes protestaram contra os cortes na educação. A concentração foi na praça da Saudade. Participaram do ato professores e alunos de escolas municipais, estaduais, instituições e universidades públicas e particulares.

Governo acuado

Foi a primeira grande onda de manifestações durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, pouco mais de quatro meses após ele ter tomado posse. Em Dallas (EUA), Bolsonaro classificou os manifestantes de “idiotas úteis” e “imbecis”. Mais tarde, por meio do porta-voz Otávio Rêgo Barros, disse que as manifestações de “legítimas e democráticas, desde que não se utilizem de violência, nem destruam o patrimônio público”.

A reação às declarações de Bolsonaro apareceu em faixas nos protestos e também em críticas nas redes sociais.

Auxiliares do governo entendem que uma fala do ministro da Educação Abraham Weintraub turbinou as manifestações. Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo” em 30 de abril, o ministro sinalizou cortes em universidades onde houvesse “balbúrdia”.

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Com informações G1, Folha de SP, Estadão, O Dia


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