Only Bussiness – Opinião

Tabata Amaral/Felipe Rigoni
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Os deputados Felipe Rigoni e a Tábata Amaral do movimento Eu Acredito votaram a favor da reforma da Previdência. Eles seguiram a orientação da organização a qual representam, o Movimento Eu Acredito deixando de lado a orientação dos partidos pelos quais se elegeram.

Essa nova modalidade surgiu graças o fim do financiamento privado de campanha. Nossos empresários que pensam a frente do seu tempo tiveram a brilhante ideia de investir em candidaturas de ilustres desconhecidos, via fundações privadas, para que se elejam pelos partidos para defender seus interesses.


Nesse jogo Eles nunca saem perdendo.

Fazem um processo seletivo para filtrar aquelas pessoas que tem um perfil dócil, melhor dizendo um perfil submisso. Um soldado para acatar ordens e não fazer questionamentos a respeito da missão. Como descrevem em entrevistas, Eles eliminam os “extremistas” do processo.


Agora temos 4 bancadas que se iniciam com a letra B, a Bancada da Biblia, Boi, Bala e Boas Intenções o Inferno esta cheio, compondo ao Bacanda BBBB. Tendo a ciência do fato que o Capataz faz só aquilo que lhe é ordenado, only bussiness, estes jovens são Honestos no que se propõem. São apenas robôs que agem de acordo com sua programação e decoram falas para reproduzir em entrevistas sem saber o que tão dizendo.

Parafraseando versos de uma música que fez sucesso anos atrás:

Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente e eu sei o que vão fazer
Reinstalar o sistema


Talvez seja os tempos da Automação Industrial, da substituição das pessoas por máquinas em postos de venda. Agora os empresários têm seus representantes diretos e outra mazela que nãos estamos sabendo lidar seria política no Brasil se tornando numa briga de torcidas.

É interessante que parte dos Brasileiros gostam de dizer que o Brasil tinha que ser como nos Estados Unidos. Olha que essa seria uma boa ideia, pois Juízes seriam presos ao cometer ilegalidades e o Lobby seria legalizado.

Poderiam legalizar Lobby a brasileira com ainda vigora a tal “financiamento público” de campanha. Poderiam colocar uma brecha na lei exigindo que se um grande grupo de interesse estiver patrocinando sua campanha, você seria obrigado a gravar o horário político com um macacão com logotipo de seus patrocinadores para que o povão reconheça o candidato que estão como representantes dessas empresas.

Esse é o problema do Brasil, a falta de transparência. Nisso temos que bater palmas para o Partido Novo. Eles também são honestos no que se propõem. Recebem dinheiro das empresas, defendem pautas a serviço delas, são contra a taxação de dividendos e grandes fortunas, o partido até usa a cor do banco que o patrocina. Eles seguindo sua lógica própria devem está lutando por essa transparência no Brasil.

Não se esquecendo dos dois deputados que acabam sendo reflexo desse momento, ambos são vendidos como promessas na política são entrevistados, estão nas capas de revistas e despontam em vídeos que viralizam nas redes sociais. O filme Advogado do Diabo seria uma boa recomendação para esses dois, talvez esse seja um filme proibido para os iniciados dessas fundações “filantrópicas”. Mostrar um Advogado considerado uma promessa recusando uma proposta dizendo a seguinte frase: Eu tenho Livre Arbítrio e dando um Tiro na cabeça não seria uma boa influência para esses infantes.

Esse tipo de ato extremo, representado no filme ocorreu não faz pouco tempo com o empresário Sadi Gitz que se sentiu traído pelas promessas que lhe fizeram e tirou sua vida numa palestra em Sergipe. Por um motivo diferente, mais igualmente grave, Luiz Carlos Cancellier cometeu o mesmo ato, pelos relatos de amigos próximos, eram pessoas que se importavam com os outros. Seus casos foram abafados pela Grande Mídia, passaram desapercebidos entre várias noticias.


Inusitado perceber que um Senhor entrou para História do Brasil por não submeter a forças estrangeiras, e agora acabaram de desmontar o legado de Getúlio Vargas. Enquanto outros escolhem o obscurantismo.

 

Autor do Texto: Rafael Candido da Silva

Mestre em Ciências Contábeis pela UFRJ


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