Marcio Pochmann – Lava Jato se subordinou aos Estados Unidos

Marcio Pochmann
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Governo Jair Bolsonaro ampliou a lista de bens de capital que terão sua alíquota de imposto de importação reduzida a zero.

O economista Marcio Pochmann alertou nesta sexta-feira para os impactos econômicos da Operação Lava Jato, que efetuou condenações de empresários, mas não preservou empregos.

“Nos cinco anos de sua existência, a Lava Jato construiu o seu legado com a destruição de setores econômicos, bem como o comprometimento do Poder Judiciário, jogando fora a sua imparcialidade nos seus atos e optando, inclusive, pela via da política partidária e subordinação aos EUA”, escreveu no Twitter.

“Ao seguir a teoria do realismo periférico, que não cabe protagonismo ao Brasil no mundo, Bolsonaro avança na subordinação explícita aos EUA, assumindo, com 17 países, a condição de aliado prioritário extra-Otan. Joga fora o ganho de ser soberano na disputa geopolitica global”, acrescentou ainda Pochmann.

E mesmo após a Lava Jato quebrar as empreiteiras e a indústria nacional, como criticou o economista, o Governo Jair Bolsonaro ampliou a lista de bens de capital que terão sua alíquota de imposto de importação reduzida a zero.

Portaria do Ministério da Economia, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira e que começará a vigorar no prazo de dois dias, isenta do imposto de importação diversos equipamentos industriais, entre os quais diversos tipos de caldeiras, motores, elevadores de escavadeiras, motobombas, centrífugas, rotores, fornos, cabeçotes, chapas, hidrolisadores, secadores, máquinas de laminação, rotativas, cabos e até máquinas automáticas de café expresso.

Nesta semana, a Bardella, tradicional grupo industrial brasileiro, pediu recuperação judicial devido a piora da economia e os efeitos da Lava Jato sobre os projetos da Petrobras e parceiros.

Com informações Monitor Digital


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