Recessão nos EUA – começam as apostas

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Trump e seus conselheiros insistem em negar crise na economia.

Três em cada quatro economistas preveem recessão nos Estados Unidos até 2021, segundo pesquisa feita com 226 especialistas pela Associação Nacional de Economia Empresarial. A dúvida não é “se”, mas “quando” começará a retração na economia norte-americana.


A perspectiva dos economistas da Associação reflete o crescente ceticismo, que também atinge investidores, sobre a capacidade dos EUA resistirem a uma prolongada guerra comercial com a China, em meio ao enfraquecimento das perspectivas globais.


Em entrevista à CNBC semana passada, Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, disse que acredita que há 40% de chance de uma recessão antes das eleições presidenciais, que ocorrerão em 2020. É uma probabilidade mais alta do que Dalio estimava em fevereiro, quanto apontou um percentual de 35%.


O presidente Trump e seus conselheiros insistem que a economia é forte e estável, citando um gasto robusto do consumidor. “Eu não acho que estamos tendo uma recessão”, disse Trump a repórteres no domingo. “Estamos nos saindo muito bem. Nossos consumidores são ricos. Eu dei um tremendo corte de impostos e eles estão cheios de dinheiro.”


O “risco da recessão mundial aponta a depressão econômica e anuncia tensão insurrecional no Brasil”, afirma o professor da Unicamp Marcio Pochmann, em mensagem no Twitter. Ele tem expectativas pessimistas para o resto do ano, e não descarta que o segundo semestre de 2019 fique ainda pior do que o primeiro.

Com informações Monitor Digital


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