Falta de investimento na Petrobras é responsável por 2,5 milhões de Desempregados

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Nordeste sofrerá mais, impactando política de desenvolvimento regional.

A redução e o desinvestimento na Petrobras desde 2015 custaram o emprego de 2,5 milhões de brasileiros, o equivalente a 19% do desemprego atual, e provocou o aprofundamento da crise econômica no país. Os cálculos dão do economista William Nozaki, diretor-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo (Ineep).


De acordo com o Ineep, a Bahia é um dos estados que mais tem a perder com a desativação da Petrobras. “Quando a Petrobras sinaliza que vai concentrar suas atividades no pré-sal e no setor de óleo e gás, isso significa que ela ficará concentrada no Sudeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro. E a Bahia está sentindo esse impacto intensamente ao longo dos últimos anos já”, destacou Nozaki em palestra esta semana.


Segundo estudos do Ineep, entre 2018 e 2022, 60% do total dos investimentos no país seriam feitos pela Petrobras, caso não houvesse o desinvestimento. Os novos planos da estatal não preveem investimentos no Nordeste nos próximos anos. Se a saída da empresa for confirmada, só na região devem ser perdidos mais 319 mil empregos.


Ainda segundo o Instituto, cada R$ 1 bilhão investido na Petrobras impacta em R$ 1,28 bilhão o PIB nacional, e gera 30 mil postos de trabalho.


A partir de 2015, a estratégia da Petrobras é vender todos os ativos no Nordeste, “o que implica redução de emprego, redução de renda e redução de qualquer possibilidade de política de desenvolvimento regional”, afirmou Eduardo Pinto, pesquisador do Ineep em entrevista ao Brasil de Fato Pernambuco.


O pesquisador explica que os ativos a serem vendidos seriam menos rentáveis do que o pré-sal. “Isso é uma meia-verdade. Os investimentos no Nordeste permitem que determinadas atividades gerem lucro e riqueza para as refinarias quando o preço do petróleo cai. Quando o preço do petróleo internacional cai, a Petrobras não ganha tanto dinheiro vendendo petróleo para fora, ganha refinando o petróleo, distribuindo por suas distribuidoras. Então, você vende as refinarias, vende as distribuidoras, que são fontes, é dinheiro na boca do caixa”, critica Pinto.

Com informações Monitor Digital


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