Projeção de alta do PIB do Rio de Janeiro cai pela metade

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Indústria de petróleo ganharia força se voltasse contratação de plataformas.

Com os resultados mais fracos da atividade econômica nos dois primeiros trimestres de 2019, a projeção de crescimento do PIB do Estado do Rio de Janeiro foi revisada pela metade. Após três anos consecutivos de retração (de 2015 a 2017) e crescimento modesto em 2018, a projeção, elaborada pela Federação das Indústrias (Firjan), atingiu 0,8%. No primeiro trimestre, o percentual estimado era de 1,6%, em um cenário reformista e com recuperação mais consistente.


“Os setores produtivos apresentaram fraco resultado nos primeiros seis meses do ano. A revisão da projeção é fruto da lenta recuperação no mercado de trabalho e na demanda, além da elevada volatilidade da confiança de empresários e de consumidores, que resultaram na postergação de decisões de investimentos”, explica Tomaz Leal, analista de Estudos Econômicos da federação.


Em comparação com os três primeiros meses desse ano, o PIB estadual no segundo trimestre se manteve estável, na série com ajuste sazonal. Já em relação ao mesmo trimestre de 2018, observou-se crescimento de 0,8%. Entre os setores, a indústria (+1,4%) foi a principal responsável pelo crescimento no período.


A indústria extrativa fluminense apresentou bom desempenho no segundo trimestre, apoiada na retomada do mercado de Petróleo e Gás (P&G), principalmente com o crescimento das atividades da Petrobras. A perspectiva é de que o setor avance 3,1% em 2019. Em contrapartida, a indústria de transformação apresentou queda de 2,2%, com redução na produção dos setores de refino, produtos farmoquímicos e farmacêuticos e metalurgia. A construção (+0,5%) também apresenta perspectiva de recuperação, após cinco anos consecutivos de queda.


Marcius Ferrari, gerente geral da Focus Engenharia, que presta serviço para o mercado de P&G no Leste Fluminense, e preside o Sindicato RJ Metal, afirma que a retomada da construção de plataformas (tipo FPSO) seria extremamente importante para o Rio de Janeiro: “Isso movimentaria bastante a economia do estado em função dos estaleiros que estão sediados aqui e fortaleceria toda cadeia do setor.”

Com informações Monitor Digital


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