NEOLIBERALISMO EM CRISE – Chilenos voltam às ruas apesar de recuo de Piñera

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Modelo elogiado por Paulo Guedes aumentou desigualdade e motivou revolta.

Centenas de milhares de pessoas voltaram às ruas de Santiago do Chile nesta quarta-feira, apesar das medidas sociais propostas pelo presidente Sebastián Piñera na noite anterior. Piñera anunciou um incremento às aposentadorias, a criação de um teto para os gastos com medicamentos, a redução nas tarifas de energia elétrica e o aumento dos impostos para os mais ricos.

Os chilenos, no entanto, demonstram insatisfação, pois as medidas anunciadas não serão imediatas e ainda terão que passar por aprovação no Congresso. Além disso, algumas das propostas não são novas e já estavam tramitando no Parlamento, como a criação de um teto para os gastos com medicamentos.

A proposta prevê aumento das pensões mais baixas de US$ 151 para US$ 181, elevação do salário mínimo de US$ 413 para US$ 481 e um aumento de impostos para quem ganha mais de US$ 11 mil por mês.

A revolta é motivada pela desigualdade crescente, apesar de o país estar em uma situação econômica razoável em comparação a vizinhos. O modelo chileno foi elogiado pelo ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, que no início do ano afirmou que o Chile era a “Suíça da América Latina”.

A política econômica que levou os chilenos à revolta é a mesma que Guedes tenta impor aos brasileiros. O resultado, lá, é a maior manifestação desde o fim da ditadura. Aqui, o presidente Jair Bolsonaro mandou as Forças Armadas se prepararem para confrontos e pretende endurecer a lei contra manifestantes.

Os protestos no Chile, em sua maioria, corriam de forma pacífica. Manifestantes com cartazes e bandeiras marcharam pelas ruas de Santiago, tentando se aproximar do Palácio de La Moneda, sede da Presidência. Os carabineros, a polícia chilena, estabeleceu barreiras de proteção na tentativa de conter o avanço da marcha.

Com informações Monitor Digital


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