Políticas contra Neoliberalismo ganham Terreno

Gostou? Compartilhe!

Argentina e Portugal rejeitam cortes, enquanto Brasil insiste no erro.

“As sociedades que avançam são as que desenvolvem conhecimento. Não conheço nenhuma sociedade que se faça forte cortando direitos, que progrida se priva de direitos os que trabalham”, afirmou o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, em sua primeira aparição pública após a vitória no último domingo.

As propostas da chapa Fernández–Cristina Kirchner mostram uma distância maior entre o novo mandatário e Jair Bolsonaro do que as antidiplomáticas palavras de reprovação do governo brasileiro.
O peronista, que assume a presidência em 10 de dezembro, também falou sobre políticas educacionais e garantiu que voltará a por em funcionamento a educação pública, “porque uma sociedade que se esquece de educar se esquece de fortalecer os homens do futuro”. No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer cortar recursos da educação garantidos pela Constituição.

Também na contramão das políticas neoliberais que têm provocado levantes em países tão diversos como Chile, Peru, Equador e Líbano, o governo socialista de Portugal propôs um aumento de 25% no salário mínimo em quatro anos. O primeiro-ministro português, António Costa, foi reeleito após comandar a recuperação do país da grave crise que atravessou há dez anos.

Costa recusou as políticas de cortes de gastos e de direitos propostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e enveredou pelo caminho oposto: mais investimentos do Estado e melhorias dos salários, o que ajudou o país a se recuperar e reduzir sua dívida.

O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, tentou o contrário: aumento de impostos, corte de direitos e privatizações. A proposta de taxação do uso do WhatsApp foi o estopim que levou milhares às ruas, tal qual o aumento do metrô incendiou o Chile. Hariri anunciou nesta terça-feira sua renúncia ao cargo.

Com informações Monitor Digital


Gostou? Compartilhe!