Atual política de preços da Petrobras é prejudicial ao Brasil

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No último dia 5 de novembro, representando a AEPET, estive presente à Audiência Pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, proposição dos deputados Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e Célio Moura (PT-TO), e que teve como tema “Política de preços dos combustíveis”.

Na mesa de convidados estavam representantes do Ministério das Minas e Energia, Ministério da Justiça, ANP, Petrobras, FUP e um representante dos caminhoneiros.

Conclusas as palestras, tudo indicava que a audiência caminhava para um encerramento sem quaisquer questionamentos com relação a política de preços de combustíveis em vigor no Brasil, quando o deputado Paulo Ramos pediu a palavra e solicitou ao presidente da mesa, deputado Aureo Ribeiro, que me concedesse a fala, mesmo que por breve espaço de tempo.

O pedido foi aceito e procurei focar minha intervenção na política de preços da Petrobras, conhecida como Preço de Paridade de Importação (PPI).

Por este critério, conforme explicitado no site da própria Petrobras, para estabelecer o preço dos combustíveis em suas refinarias, a empresa toma como base o preço do combustível no exterior, adiciona a ele o custo de transporte até o Brasil, o custo de internação em nosso país (gastos portuários), e um seguro para cobertura de custos com eventuais variações cambiais e de alteração de preços dos combustíveis.

Significa que, para estabelecer, por exemplo, o preço de venda do diesel em suas refinarias, a Petrobras adota o seguinte procedimento:

O preço do combustível nas refinarias da Petrobras, no Brasil, é o resultado da soma do preço de venda nas refinarias no Golfo do México com o custo do transporte do Golfo do México até o Brasil mais os gastos portuários para internação em nosso país, além do custo de seguro para cobrir eventuais gastos com oscilações de câmbio e preços.

Com informações AEPET


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