Aumenta Número de Desocupados e Trabalhadores Uberizados

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Mais de 1/3 dos empregos são sem carteira ou por conta própria.

A taxa de desocupação ficou em 11,6% entre agosto e outubro deste ano, atingindo 12,4 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE. Houve estabilidade em relação ao trimestre que vai de maio a julho, quando registrou 11,8%, e também na comparação com agosto a outubro de 2018 (11,7%).

De acordo com a analista da pesquisa do IBGE Adriana Beringuy, “a estabilidade da taxa de desocupação está relacionada a um crescimento menor da população ocupada no trimestre móvel encerrado em outubro”.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado chegou a 11,9 milhões de pessoas entre agosto e outubro deste ano, novo recorde na série do IBGE, com alta de 2,4% frente ao mesmo período de 2018.

Outro recorde negativo foi na quantidade de trabalhadores por conta própria, que chegaram a 24,4 milhões de pessoas, com alta de 3,9% em relação aos mesmos três meses do ano passado. Somados os dois grupos, são 36,3 milhões de pessoas, mais de um terço do contingente de ocupados.

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) destaca dois aspectos negativos. O primeiro deles é que o ritmo de aumento do número de ocupados vem perdendo força desde o trimestre móvel findo em junho deste ano: de uma taxa de 2,6% frente ao mesmo período do ano anterior para 1,6% agora.

O segundo aspecto negativo refere-se ao número de desocupados, que já cresce por dois trimestres móveis consecutivos, findos em set/19 (alta de 0,5%) e out/19 (0,5%), depois de um longo período de declínio que veio de dez/17 até ago/19. “Embora possa ser um fenômeno passageiro, indica que o crescimento econômico que estamos tendo não está conseguindo criar empregos no volume necessário”, ressalta o Iedi.

O Instituto salienta dois pontos positivos: alta no emprego com carteira assinada, depois de três meses muito próximo da estabilidade; e o fim de uma sequência de quatro meses de queda no rendimento real. O IBGE, porém, classifica o resultado como estabilidade.

Com informações Monitor Digital


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