Google demite lideranças entre trabalhadores

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Memorando interno da empresa diz que foram dispensados por “violações claras e repetidas de nossas políticas de seguranças de dados”

O jornal americano The New York Times reportou, ontem, a demissão de 4 funcionários da Google e que demissões estariam relacionadas com atividades sindicais dos trabalhadores.

A Google tem sido considerada um padrão para o ambiente de trabalho moderno, ao adotar e difundir práticas de transparência e relações mais horizontais entre os diferentes níveis da hierarquia empresarial.

No entanto, tensões entre a organização e os trabalhadores vêm crescendo nos últimos meses. O clima decorre de questionamentos, por parte dos funcionários, sobre contratos da empresa com o governo chinês e a agência federal americana de proteção de fronteiras, além de questões intrinsecamente trabalhistas no tratamento de terceirizados e casos de assédio sexual.

Dois dos funcionários demitidos já haviam sido suspensos por acessar e distribuir material “fora de seu escopo de trabalho”. Quando questionada pelo NYT, a empresa foi incapaz de apontar qual regra específica tinha sido quebrada pelos funcionários. Tanto a organização Tech Workers Coalition, quanto a professora de direito da Universidade da California, Veena Dubal, afirmam que tudo indica que o verdadeiro motivo para as demissões é a efetividade desses quadros na organização de seus colegas para ação coletiva.

O que percebemos, na prática, é que as políticas “good vibes” do Google esbarram em limites bem duros quando os trabalhadores se organizam e passam a atuar coletivamente, questionando os interesses e padrões éticos da empresa.


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