Reflexo da Uberização na Economia – Emprego Informal Cresce e Previdência Despenca

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Emprego informal bate recorde e contribuição para Previdência despenca.

O contingente de trabalhadores na informalidade atingiu recorde, chegando a 41,4% da força de trabalho ocupada no Brasil. Em 2015, este percentual era de 38,7%. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) foi divulgada pelo IBGE.

Houve discreto aumento no número de pessoas ocupadas no país, que chegou a 93,8 milhões no trimestre encerrado em setembro, um aumento de 0,5% na comparação com o trimestre encerrado em junho deste ano, equivalente a 459 mil pessoas, e de 1,6% na comparação anual.

A taxa de desocupação caiu de 12% para 11,8% na comparação entre o trimestre terminado em junho e o terminado em setembro, somando 12,5 milhões de pessoas. No terceiro trimestre de 2018 a taxa ficou em 11,9%. A gerente da Pnad, Adriana Beringuy, destacou à Agência Brasil que essas pessoas estão se inserindo no mercado na condição de trabalhadores por conta própria e de empregados no setor privado sem carteira assinada.

“A gente ressalta que estamos diante de uma melhora quantitativa desse mercado de trabalho, ou seja, de fato há mais pessoas trabalhando. Mas a forma de inserção que esses trabalhadores estão tendo nesse mercado é mais aderente a postos de trabalho associados à informalidade e com todas as repercussões que isso causa no mercado”, disse Adriana.

O número de empregados que trabalham no setor privado sem a carteira assinada chegou a 11,8 milhões de pessoas. A categoria trabalhadores por conta própria também apresentou recorde na série histórica, com 24,4 milhões nesta condição. Desse total, 4,9 milhões têm CNPJ, ou seja, registro como empresa, e 19,5 milhões não.

Com o crescimento da informalidade, prossegue a redução da proporção da população ocupada que contribui para a Previdência Social, que passou de 62,8% no trimestre terminado em junho para 62,3% no período terminado em setembro, somando 58,5 milhões de pessoas. No mesmo período de 2018, a taxa era de 63,7%.

Os dados apontam uma estagnação do rendimento médio habitual, fechando o período analisado em R$ 2.298, ante R$ 2.297 no trimestre anterior e R$ 2.295 no terceiro trimestre do ano passado.

Com informações Monitor Digital


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