Educação brasileira para além do debate sobre rankings

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Ontem foram divulgados os resultados do Pisa 2018. Sem entrar no debate sobre rankings, há anos já se sabe que os melhores preditores de bom desempenho escolar são os dados socioeconômicos.

No entanto, todo o debate sobre educação tem sido restrito ao que professores devem ou não fazer em sala de aula, como se ali tivéssemos um laboratório no qual se pode isolar as demais variáveis.

Falta pensar a instituição escola nesse Brasil desigual, atravessada por problemas de fome, violência doméstica, transporte deficitário e vínculos trabalhistas precários.

Das soluções que adoram importar lá de fora, que tal fixar professores nas escolas para que consigam efetivamente construir uma comunidade escolar, em vez de terem que se despencar de uma para outra? Que tal repensar a repetição de todas as disciplinas quando o aluno não atinge o grau esperado em apenas uma ou duas? Que tal pensar em espaços físicos (as próprias escolas ou outros equipamentos públicos) onde as crianças possam descansar ou fazer dever de casa, já que muitas não encontram a tranquilidade necessária em casa?

Há muito a ser feito. O olhar focado em currículo apenas distribui as culpas injustamente e nos impede de ver o plano mais amplo.


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