PAÍSES AFRICANOS SE MOVEM PARA DESVINCULAÇÃO DA MOEDA FRANCESA

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Os dias do franco CFA estão contados. Embora quase todos os países membros da zona do franco celebrem, em 2020, o sexagésimo aniversário de sua independência, é mais do que tempo de cortar, com cautela, esse cordão umbilical monetário que tem suas raízes no processo de precolonização complementar do comércio de escravos.

A história não nos permite prever, mas nos ajuda a ver melhor. Esse aforismo inspirado por Paul Valéry é uma das chaves para entender os fundamentos (nem sempre conscientes) do questionamento ao franco CFA por um número crescente de intelectuais, economistas, políticos e chefes de Estado africanos francófonos.

Não sabemos exatamente a que esse profundo movimento de opinião levará, mas que seus resultados podem derivar desde um simples planejamento cosmético, como os presidentes Ouattara e Sall desejam abertamente, ou em uma reforma sistêmica, como defendida por seus pares Issoufou, Talon e Déby. Uma coisa é certa: os dias do franco da CFA, como foi criado apenas 74 anos atrás por um decreto de Charles de Gaulle, agora estão contados.

(Informações de François Soudan, diretor editorial da Jeune Afrique.)


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