Principal Jornal da Alemanha expõe o fracasso da Economia Brasileira

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O Jornal alemão Deutsche Welle, trouxe em sua reportagem: Perspectivas sombrias para o Brasil. um cenário diferente do noticiado pela imprensa brasileira, segundo o editorial alemão, quatro pesquisas de institutos renomados indicam crescimento lento da economia e perda de importância como destino de investimentos para o Brasil. Pior que isso, só a descoberta de que o desemprego não deve diminuir nos próximos anos, cenário oposto ao que vem sendo noticiado pelas emissoras de TV’s aliadas de Bolsonaro.

As análises da perspectiva brasileira levam a uma constatação chocante: as perspectivas para o Brasil de Bolsonaro.

As únicas boas notícias vêm do FMI, que aumentou levemente a projeção de crescimento do Brasil para este e próximo ano: de 2% para 2,2% neste ano e para 2,3% em 2021.

Mas a melhora não é realmente um motivo de alegria para o país. Isso porque com crescimento de 2,2% projetado para este ano, o Brasil deverá crescer muito mais lentamente do que a economia global como um todo (3,3%).

Em comparação com os mercados emergentes, ou seja, com as outras economias em ascensão, a situação do Brasil é ainda pior: o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro será provavelmente apenas metade daquele registrado por esse grupo de países, que precisam de um crescimento particularmente alto para reduzir a pobreza em seus territórios.

A reportagem do editorial alemão ressalta ainda que a pesquisa realizada pela empresa de consultoria Pricewaterhouse Coopers (PwC) com 1.581 líderes empresariais em todo o mundo, foi ainda mais decepcionante: quando indagados sobre qual país desempenharia um papel importante nos negócios globais, o Brasil passou de 6º no ano passado para 9º lugar em 2020, polos e mercados como Japão, Austrália ou França deixaram o Brasil para trás.

Reforma da previdência não causou impacto esperado: A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, disse que, por um lado, a reforma previdenciária e as baixas taxas de juros no Brasil melhoraram as perspectivas de crescimento. Mas isso está longe de ser o suficiente para permitir que o país cresça de forma duradoura, empresários apontam que a economia brasileira não ganhou fôlego com a reforma como esperava o governo brasileiro.

Os prognósticos são ainda mais pessimistas quando se analisam isoladamente as previsões dos líderes empresariais brasileiros na pesquisa: 78% dos CEOs disseram esperar que o faturamento aumente este ano. Mas a maioria dos chefes de empresas deseja alcançar esse aumento de receita através do crescimento orgânico. Em linguagem simples, isso significa que as empresas não estão planejando nenhum investimento para expandir suas capacidades este ano.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostra um cenário mais sombrio ainda para o povo brasileiro, a pesquisa da organização revela que o desemprego pouco diminuirá no Brasil nos próximos cinco anos. Em vez de 12% de taxa de desemprego, 11,4% dos brasileiros em idade ativa ​​ainda estarão sem trabalho em 2025. Ou seja, em vez dos 12,8 milhões de desempregados de 2019, haverá “apenas” 12,6 milhões de pessoas à procura de trabalho daqui a cinco anos. A OIT diz sucintamente: “Não vemos razão para supor que o desemprego caia abaixo do nível de 2014 nos próximos anos.” A taxa de desempregados no Brasil, é atualmente cerca de três vezes maior que a média global.

O Brasil ameaça ter o mesmo destino da Espanha ou da Grécia, onde o desemprego ainda é extremamente alto, mesmo uma década depois da crise financeira global.

Para piorar o cenário catastrófico da desigualdade a faixa de renda dos brasileiros mais pobres foi a única que perdeu rendimento real nos três primeiros trimestres do ano, segundo estudo feito pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Ao todo, 51,8% dos brasileiros mais pobres não tiveram ou perderam rendimentos nos nove primeiros meses do ano, a política de desvalorização do salário mínimo implantadas no governo de Bolsonaro, levaram os brasileiros a encontrar no ovo a alternativa para o preço abusivo da carne, o consumo de ovos no Brasil está batendo recorde, é o reflexo da desastrosa economia aplicada pelo atual governo, com mais de 12 milhões de desempregados e 28 milhões de desalentados e uma fila estimada em de mais de 3 milhões de famílias esperando entrar no programa Bolsa Família, o brasileiro voltou ao cardápio do final dos anos 90.

Enquanto a imprensa brasileira insiste em esconder do povo as informações mantendo sua proteção ao governo de Bolsonaro, o Brasil caminha a passos largos para dar com os burros n’água, o resto do mundo incluindo nossos principais concorrentes crescem em ritmo acelerado, enquanto continuamos na beira do abismo, nossa imprensa continua a ignorar o fato de que o posto Ipiranga de Bolsonaro desabasteceu a economia brasileira.

Texto: Alexander Busch do Deutsche Welle e adaptado por Pedro oliveira.
Edição: Ana Fernandes e Pedro oliveira
Informações: Deutsche Welle.

Informações complementares: Jornal o Globo, Portal Uol e portal Terra

Com informações Noticiário Político Nacional


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