Balança inicia 2020 com pior resultado em quatro anos

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Exportações da indústria vêm registrando perdas e recuaram ao nível de 2010.

A balança comercial iniciou o ano com déficit de US$ 1,745 bilhão. É o pior resultado para janeiro desde 2015, quando a diferença entre exportações e importações registrou perda de US$ 3,875 bilhões. O Ministério da Economia atribuiu o resultado à queda na cotação de commodities e à redução do embarque de alguns itens.

O déficit é mau sinal para o saldo em transações correntes, principal indicador sobre a saúde externa do país, que ano passado atingiu rombo de US$ 50,762 bilhões (2,76% do Produto Interno Bruto, PIB) contra US$ 41,540 bilhões (2,20% do PIB) em 2018, o pior resultado em quatro anos. As transações correntes são compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países.

Em janeiro de 2020, as exportações caíram 20,2% pela média diária, atingindo US$ 14,43 bilhões. As importações encerraram o mês em US$ 16,175 bilhões, com recuo de 1,3% pela média diária.

Contribuiu para o resultado negativo a retração das exportações de produtos industriais. Desde 2008, a balança comercial da indústria de transformação brasileira tornou-se sistematicamente deficitária. “Em 2019, completamos 12 anos de resultados comerciais negativos”, aponta o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

“O agravante em 2019 é que o déficit se ampliou em 32% frente a 2018, atingindo US$ 34,1 bilhões. Embora longe das piores marcas do período (US$ 63 bi, em 2014), é um patamar de déficit cinco vezes maior do que o de 2008”, assinala o Iedi.

A forte desaceleração do comércio internacional, em função das tensões entre EUA, China e Europa, e a crise econômica argentina, contribuíram muito para o mau desempenho exportador da indústria brasileira em 2019, que registrou variação de -7,9% ante 2018. Foi a primeira queda desde 2016. “É como se tivéssemos regredido dez anos, já que o valor exportado de US$ 126,9 bilhões em produtos da indústria de transformação em 2019 é equivalente ao de 2010 (US$ 124,5 bilhões)”, lamenta a entidade.

Com informações Monitor Digital


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