A IMPORTÂNCIA DO CETICISMO NA ANÁLISE DA REALIDADE

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Uma pessoa com capacidade intelectual e cognitiva já demonstrada e provada só se demonstraria realmente INTELIGENTE (no sentido mais vulgar da palavra) se tal pessoa for legitimamente cética.

Não sendo cética, a pessoa tem a fraqueza de se deixar dominar pelos dogmas pré-estabelecidos que formam seu filtro cognitivo criando um viés de aprovação ou reprovação.


Ou seja, a fé desta pessoa tem mais peso do que a sua capacidade racional perante a fatos expostos.

Todos nós temos isso com maior ou menor grau. Vale lembrar que todos nós vivemos dentro de nossas cabeças e o mundo só se torna cognitivamente real depois que processamos as informações cruas que recebemos do meio exterior.


O cético tem a facilidade de jogar fora uma informação que ele acreditava previamente e colocar outra com mais validade no lugar. O crente prefere manter o conteúdo já armazenado e distorcer a entrada de dados de forma que se encaixe melhor em suas crenças prévias mantendo-as inalteradas.

Veja que, embora a capacidade cognitiva de ambos os cérebros possa ser equivalente, a capacidade analítica do cético é mais apurada e entrega resultados melhores, por razões óbvias.

Veja que o CÉTICO, não é aquele que NEGA tudo, ou mesmo critica tudo. O verdadeiro CÉTICO está sempre aberto a colocar suas próprias crenças ou conhecimento armazenado, à prova e não hesita em jogar tudo fora e substituir por informações mais embasadas.

CETICISMO e ATEÍSMO podem se confundir as vezes. O ATEÍSMO aqui pode ter um sentido mais amplo do que o religioso. Veja que pode-se ser ATEU com relação a uma ideia.

O ATEU verdadeiramente CÉTICO não é ATEU, ele está ATEU.

O ATEU CRENTE não muda de opinião. É um religioso de sinal invertido.

Consegue compreender a extrapolação do que digo aqui?

No caso do João, ele até poderia se dizer um “CÉTICO”, ou mesmo se passar por um por trabalhar com exatas. Mas ele é um CRENTE. Se bobear, ele é crente religioso também.

Pergunte pra ele numa oportunidade qualquer.

Autor do Texto – Fernando Calzzani Junior


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