Economista vê sistema de proteção social em colapso

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Para professora, país vive momento de enorme gravidade econômica e social, com uma implacável destruição do Estado Democrático de Direito.

Após o primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro, o país vive um momento de enorme gravidade econômica e social, com uma implacável destruição do Estado Democrático de Direito e de ruptura do pacto civilizatório, antes amparado pela Constituição de 1988. Esta situação gerou uma enorme violência para a grande maioria dos trabalhadores que vive sem nenhuma perspectiva de uma vida mais digna.

A constatação é da professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ), Denise Gentil, após analisar, para o site da CUT, os números da economia do país.

Para ela, há um emaranhado de fatores nocivos como a reforma da Previdência, a queda brutal do investimento público, a desindustrialização do país, a devastação do meio ambiente (tanto por desastres provocados por empresas quanto por eventos climáticos extremos), a desregulamentação do mercado de trabalho, o desmantelamento da educação e da saúde pública e a privatização de recursos naturais e dos serviços públicos essenciais à população que levaram inevitavelmente à atual crise social e econômica de grandes proporções.

Segundo a professora, as medidas tomadas pelo governo tiveram um amplo apoio da elite econômica do país, que se interessa apenas em resguardar os ganhos financeiros na Bolsa de Valores, nos títulos públicos e nos vários ativos financeiros.

Denise Gentil – que vem estudando há alguns anos o processo de financeirização da economia brasileira e mundial – vê na hipertrofia da especulação financeira e no aprofundamento da dinâmica neoliberal, os principais motivos para os baixos índices da economia brasileira.

“A política neoliberal resulta em grandes ganhos para o capital financeiro investido em títulos públicos e na Bolsa de Valores. O ganho no ano passado na Bolsa foi de 31,58%, o quarto ano consecutivo de ganhos do Ibovespa. O lucro acumulado pelos quatro maiores bancos, Itaú, Santander, Bradesco e Banco do Brasil, foi de R$ 59,7 bilhões, um aumento de 14,6% em relação a 2018, segundo dados da empresa Economatica. Enquanto isso, o PIB cresceu menos de 1%”, ressalta a professora.

Com informações Monitor Digital


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