Fed corta juros: coronavírus ou medo do Sanders ?

Gostou? Compartilhe!

Redução extraordinária das taxas nos EUA não sustenta mercados de capitais.

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) decidiu nesta terça-feira, em reunião extraordinária, reduzir os juros do país em 0,5 ponto percentual, para uma faixa entre 1% e 1,25%. É o primeiro corte extra realizado desde 2008. A alegação é o risco relacionado ao coronavírus.

A redução dos juros atende ao que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem pedindo há mais de um ano. A medida ocorreu no dia em que os eleitores democratas de 14 estados e um território iam às urnas para escolher o candidato do partido nas eleições do final do ano.

A chamada Superterça decide 1.357 dos 1.991 delegados necessários para garantir a nomeação do Partido Democrata. O favorito em três (Califórnia, Texas e Virgínia) dos quatro estados com mais delegados é Bernie Sanders, autodeclarado “socialista”.

O establishment do Partido Democrata combate a indicação do senador e tenta cerrar fileiras em torno do ex-vice-presidente Joe Biden.

O corte feito pelo Fed não foi suficiente para reanimar os mercados de ações pelo mundo, que sofrem fortes perdas neste ano. No Brasil, após a decisão, o Ibovespa chegou a subir quase 2%. Porém, ao final do dia, houve nova queda, de 1,02%. No ano, as perdas somam 8,74%. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 2,94%, e o Nasdaq, 2,99%.

Com informações Monitor Digital


Gostou? Compartilhe!