Petrobras – política de Preços Paritários de Importação é Antinacional

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Para Felipe Coutinho, da Aepet, PPI, implantado em 2016, favorece produtores de combustíveis dos EUA e multinacionais de logística.

O presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Felipe Coutinho, em nova entrevista ao advogado internacionalista e blogueiro Romulus Maya no Duplo Expresso, reforçou a crítica da Associação sobre a política de preços da Petrobras.

Para Coutinho, implantado em 2016, o Preço Paritário de Importação (PPI) favorece os produtores de combustíveis dos EUA e as multinacionais da logística (traders) e reduz a competitividade dos combustíveis produzidos pela Petrobras, o que resulta na perda de mercado e a consequente alta ociosidade das suas refinarias.

A empresa, entretanto, bateu, em fevereiro deste ano, novo recorde de exportação de óleos combustíveis, alcançando a marca de 238 mil barris exportados por dia e superando 1 milhão de toneladas neste mês. A nova especificação mundial dos combustíveis marítimos (IMO 2020), que reduziu de 3,5% para 0,5% o limite de teor de enxofre no óleo combustível, tem gerado oportunidade única para a Petrobras, já que tanto o petróleo quanto o óleo combustível produzidos pela companhia têm baixo teor de enxofre.
As exportações de petróleo também continuam em patamares elevados, com volumes superiores a 690 mil barris por dia exportados em fevereiro.
A maior exportação ocorreu em período desafiador para a economia global, em função do surto de coronavírus, que restringiu a demanda na Ásia, principal destino das exportações da Petrobras. Com isso, novos fluxos foram ajustados, com aumento da destinação de petróleo e óleos combustíveis para Caribe, EUA e Europa, dentre outros mercados.

Com informações Monitor Digital


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