Bolsonaro e Guedes atrasam a ajuda aos mais necessitados

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A regulamentação da renda básica emergencial de R$ 600 por mês a trabalhadores informais e a beneficiários do Bolsa Família está pronta, mas a publicação depende de trâmites jurídicos e da aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em coletiva na tarde desta terça-feira.

Ao contrário do que prometera, o presidente Jair Bolsonaro não sancionou imediatamente a lei aprovada pelo Congresso que cria uma renda mínima emergencial de R$ 600, que pode chegar a R$ 1,2 mil por família. Os congressistas cobravam a sanção ainda nesta terça-feira. O Ministério das Cidades fala em iniciar o pagamento para quem é do Bolsa Família em duas semanas, a partir de 16 de abril.

“Se o apoio é emergencial, 16 de abril não parece tão emergencial para os brasileiros que estão precisando dos recursos”, reagiu o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). Para o deputado, o governo tem condições de agir mais rápido.

Questionado pela demora, Guedes voltou a usar o discurso fiscal. Disse que ainda existem entraves para que o governo encontre as fontes de recursos para garantir o pagamento da ajuda. Afirmou que a liberação ainda dependerá de decisões da Justiça e do Congresso. “A regulamentação está aí. Pode ser solta a qualquer momento. Isso depende de trâmites jurídicos e legislativos”, declarou o ministro.

Diante da demora de Bolsonaro em sancionar a lei, os líderes dos partidos no Senado decidiram adiar para esta quarta-feira a votação do PL 873/2020, que estabelece o pagamento de R$ 300 mensais a beneficiários do Bolsa Família durante a pandemia do coronavírus.

Com informações Monitor Digital


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