Comércio carioca teve queda de 85% em março

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Para o CDL-Rio, ‘se não houver compreensão dos governos estadual e municipal, varejo do Rio poderá perder mais de 40% de suas lojas’.

O comércio do Rio foi atingido em cheio pelos efeitos da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social, que incluíram o fechamento do comércio.

As vendas do varejo carioca registraram queda de 85% em março, quando as lojas estiveram abertas por cerca de 15 dias.

Foi o pior resultado da história do comércio, de acordo com o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Rio de Janeiro – (SindilojasRio), que juntos representam mais de 22 mil empresas lojistas, abrangendo mais de 30 mil estabelecimentos comerciais.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente das duas entidades, “se não houver uma compreensão dos governos estadual e municipal no atendimento do pleito encaminhado às duas autoridades – suspensão do pagamento de impostos por 120 dias (ICMS, IPTU e ISS respectivamente), por exemplo – o comércio carioca poderá perder mais de 40% das suas lojas (especialmente as pequenas e microempresas) e diminuir em mais de 50% a sua força de trabalho, caso a pandemia perdure por mais de dois meses. Para se ter uma ideia, cada dia parado representa cerca de R$ 405 milhões em perdas de vendas para o comércio”.

Ainda segundo ele, em um momento delicado de restrições e isolamento social para prevenir a propagação do coronavírus, o comércio, de modo geral, está sendo o setor mais prejudicado e mergulha em uma crise sem precedentes, na qual pequenos e médios empresários estão vendo o seu faturamento cair para zero da noite para o dia.

“O comércio é um dos principais pilares da economia. Responde por cerca de 10% do PIB fluminense e por mais de 850 mil postos de trabalho. Proteger o comércio, em particular as empresas lojistas de pequeno e médio portes, significa, acima de tudo, neste momento de incertezas, evitar a falência dos negócios e proteger os empregos, impedindo o colapso social e econômico do nosso estado já tão combalido”, conclui Aldo Gonçalves.

Com informações Monitor Digital


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