Desemprego vai bater recorde histórico antes de recuar gradualmente

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Segundo OCDE, recuperação da economia será lenta e parcial, e alguns empregos e empresas serão perdidos.

Segundo previsão Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a economia brasileira deve apresentar queda de 7,4% neste ano. Essa retração pode ser ainda maior, se houver uma segunda onda de contaminação pelo coronavírus, chegando a 9,1% de queda do Produto Interno Bruto.

Segundo relatório publicado hoje pela OCDE, a economia brasileira estava finalmente se recuperando de uma longa recessão quando veio o surto da Covid-19. E agora, há previsão é que a economia sofra uma recessão ainda mais profunda, diz a organização.

Para a OCDE, a recuperação da economia será lenta e parcial, e alguns empregos e empresas serão perdidos. “O desemprego vai bater recorde histórico antes de recuar gradualmente”, avalia.

Para 2021, a previsão é de crescimento de 2,4% do PIB, no cenário com duplo surto de Covid-19. No cenário com apenas uma onda de contaminação, a previsão de expansão para o próximo ano é 4,2%.

A previsão da OCDE para a queda da economia mundial é de 6% neste ano, em caso de controle do surto da covid-19, com crescimento de 5,2%, em 2021. Se houver uma segunda onda de contaminação, a projeção de queda é 7,6%, em 2020, e expansão de 2,8% em 2021.

Na segunda-feira, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou queda de 27,5% no Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), no mês de abril, frente a março deste ano. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve recuo de 32,8%.

O Indicador de Formação Bruta de Capital Fixo mede os investimentos no aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do seu estoque de capital fixo. Apesar dos investimentos terem crescido 0,2% no acumulado em 12 meses, o resultado mostra o impacto econômico da pandemia de Covid-19. O trimestre móvel encerrado em abril fechou com queda de 11%.

A FBCF é composta por máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos. Em abril, houve queda de 39,4% nos investimentos em máquinas e equipamentos, na comparação com o mês de março. A produção nacional desses bens teve retração de 43,4%, enquanto a importação recuou 27,6%. A construção civil também apresentou resultado negativo em abril (-19,6%), assim como os outros ativos fixos (-15%).

Na comparação com abril de 2019, a queda nos investimentos atingiu todos os segmentos: máquinas e equipamentos (-46%), construção civil (-25,6%) e outros ativos fixos (-19,1%).

Com informações Monitor Digital


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