O FRACASSO DE GUEDES: INVESTIDORES TIRAM 31,252 BILHÕES DE DÓLARES DO BRASIL

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É maior Fuga de Capitais em 26 anos.

Quando disputava a Presidência da República, em 2018, o então candidato Jair Bolsonaro disse, ao final de um dos debates entre presidenciáveis, que era o único capaz de resolver os problemas do País. Entre o fim da campanha e a vitória confirmada nas urnas, Bolsonaro passou a incensar Paulo Guedes, atual ministro da Economia, que na ocasião recebeu a alcunha de “Posto Ipiranga”, em alusão à campanha publicitária de rede de postos de combustíveis homônima.

Desde a posse, em 1º de janeiro de 2019, Bolsonaro tem investido tempo e dinheiro público em guerra ideológica, discursos populistas e bravatas oficiais, como se a massa pensante brasileira não conseguisse identificar o fiasco em que se transformou o governo.

Sem que Paulo Guedes tivesse adotado qualquer medida para minimizar a carestia enfrentada pela população, que há muito é devorada pela crise econômica, agora o País assiste a uma histórica fuga de capitais, o que certamente piorará o cenário nacional.

De acordo com o Banco Central (BC), investidores retiraram US$ 31,252 bilhões de aplicações financeiras no Brasil nos seis primeiros meses deste ano. O valor inclui ações, fundos de investimentos e títulos da renda fixa. Trata-se da maior fuga de capitais desde o início da série histórica, em 1995.

Essa retirada representa guinada de 180 graus em relação ao movimento registrado no mesmo período de 2019, quando US$ 9,087 bilhões ingressaram na economia brasileira.

A saída de recursos financeiros ocorreu em meio à pandemia do novo coronavírus, que em razão das políticas do governo para combater a Covid-19 tem gerado a migração de capital para países emergentes, com foco em títulos de países desenvolvidos, como os Estados Unidos.

“Essa saída se concentra fundamentalmente em março, com US US$ 22,2 bilhões [de retirada], 2/3 do total [do semestre] em um mês único. Essa saída de março, especificamente, está muito relacionada às incertezas daquele momento mais agudo da crise, ou à véspera daquele momento”, disse o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.

“A gente viu esse retorno em junho, mas não dá pra afirmar ainda que é permanente. Em julho [parcial até o dia 23], está meio zero a zero. Daí por diante, se as condições normalizarem, não só da economia brasileira, mas a mundial, a gente pode ver um cenário de recuperação ao menos gradual desses impactos”, acrescentou Rocha.

Chegamos a conclusão que as irresponsáveis medidas adotadas por Bolsonaro para combater a crise de Covid-19 causariam enormes prejuízos ao País, os apoiadores do presidente, sempre coléricos, nos dedicaram ofensas, como se o óbvio na economia não devesse ser levado em conta.

Quem vai querer investir num país que os números são maquiados para demonstrar algo que não está acontecendo? Que empresas contratarão sem consumo, como mostramos na reportagem DEPOIS DO GOLPE CLASSE MÉDIA VIROU MOTORISTA E ENTREGADOR DE APLICATIVOS. Sem muitas alternativas de empregos, número de brasileiros que optou por virar motoristas e entregadores de aplicativos bate recorde no país em jornadas de até 16 horas, um retrato da informalidade que desafia os números do Governo, não é difícil encontrar ex-executivos, ex bancários, engenheiros, advogados ou até mesmos ex-empresários que mudaram radicalmente suas vidas e agora depende de aplicativos para sobreviver. Resumindo o Brasil ainda não é um paraíso para investidores e demonstra que não está em plena recuperação como a imprensa tradicional e o governo desejam repassar para a sociedade.

Ademais, é importante ressaltar que a recuperação da economia brasileira não acontecerá à sombra de um passe mágica, pelo contrário, mas Bolsonaro culpará aqueles que adotaram o isolamento como forma de preservar vidas.

Com informações Uchoa


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