FERNANDO MENDONÇA, APOIADO POR CIRO, APRESENTA SEU PROJETO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO PARA O RIO DE JANEIRO

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A VEZ DA TURMA BOA. Candidato pela primeira vez a vereador no Rio, o advogado Fernando Mendonça surpreende não só propostas viáveis e sólidas, mas por um apoio de peso que recebe em seu primeiro pleito: o apoio direto do presidenciável Ciro Gomes. Fernando se junta a Delegada Martha Rocha na disputa para estabelecer um Projeto Municipal de Desenvolvimento no Rio de Janeiro.

Fernando é oriundo de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro,  considerado o maior bairro do Brasil, bairro dominado por milícias e considerado reduto bolsonarista. Em 2017 fundou o coletivo Cirão Carioca e uma rede de apoiadores de Ciro que militaram pelo presidenciável em 2018.

Fernando frequenta uma igreja batista, e esse ano ajudou a fundar o movimento pedetista dos cristãos trabalhistas, que se põem na missão de levar o ideário trabalhista, nacional desenvolvimentista a comunidades eclesiásticas. O 2º lugar de Ciro em 2018 na cidade do Rio de Janeiro, credenciou o grupo do candidato a tentar o pleito pela vereança municipal carioca. E agora Fernando Mendonça, inspirado no Projeto Nacional Desenvolvimentista de Ciro, apresenta uma alternativa a nível municipal na cidade carioca. 


Agencia MBR – Como nasceu seu desejo de participar ativamente da política na sua cidade?

Fernando Mendonça – Sempre me questionei a respeito da falta de oportunidades para os jovens que desejavam alcançar uma formação superior, das dificuldades para conseguir estudar e trabalhar ao mesmo tempo, isso quando há oportunidades de emprego nessa cidade. O Rio tem vocação turística histórica e natural, mas como eu nasci e cresci em Campo Grande, na zona oeste, as oportunidades de emprego para os jovens se manterem e conseguir conciliar com os estudos eram muito escassas por aqui, assim como nas zonas suburbanas e adjacências. O desenvolvimento da cidade sempre me pareceu mal distribuído geograficamente em todas as áreas: educação, lazer e cultura, desenvolvimento e emprego, urbanismo e mobilidade… e não é por falta de universidades, estrutura, indústrias ou áreas de comércio, é por falta de vontade política. Então eu decidi me lançar candidato a vereador com um Projeto Municipal que foca justamente no desenvolvimento da cidade como um todo, pois eu tenho certeza que melhorias nas áreas ligadas a zona oeste do Rio e demais regiões periféricas trarão grandes benefícios para toda nossa maravilhosa cidade.

MBR – Você vem de uma região da cidade que deu uma grande votação ao Bolsonaro…

F.M. – Temos que entender que essa mesma região deu grandes votações a esquerda, Brizola  era campeão de votos na região. E até hoje é lembrado com carinho. A grande decepção foi com a dobradinha PT-PMDB (hoje, MDB). A Zona Oeste Carioca é desassistida de serviços públicos básicos. São semanas para marcar um exame na rede pública, linhas de ônibus que desaparecem. Buracos nas ruas são crateras. E a oferta de emprego de carteira assinada é escassa. O voto do subúrbio carioca é tradicionalmente um voto de esperança e mudança. Por conta da crise econômica e dos sucessivos escândalos, era natural que essa população querendo melhoria de vida e sentindo a queda de renda buscasse por mudanças. E Bolsonaro vendeu essa ideia…

MBR – Com ajuda das igrejas…
F.M. – Como um cristão protestante posso dizer que há um grande equívoco de avaliação nesse ponto. Em locais que o Estado não faz seu papel, é o pastor, o padre, o líder do terreiro que acaba sendo a referencia de autoridade e ajuda social naquela região. É o pastor que livra o jovem da dívida do tráfico. É o padre que dá uma cesta básica. É o centro espirita que faz uma ação social. Obviamente que esses locais exercem uma liderança na comunidade. E respondem ao sentimento por mudança da população. Os setores financeiros, que apregoam o estado mínimo, o liberalismo, com a intenção de manter os lucros exorbitantes dos bancos, os seus próprios lucros a custa de nossos impostos e trabalho, perceberam esse fato e começaram uma narrativa de quer ser “do bem, cristão, é ser de direita e liberal”. Balela. Nosso povo foi enganado. Bolsonaro é apenas o comunicador dessa falsa ideia. Brasil já em crise, veio a pandemia, pessoas perderam seus empregos e os bancos não pararam de lucrar. Os milionários ficaram mais milionários. E os mais pobres e a classe média, enganados por essa narrativa, empobreceram. Não é questão de ser conservador ou progressista no campo moral, isso independe de querer geração de empregos e o surgimento de novas empresas e industrias brasileiras. Infelizmente, setores ligados ao progressismo caíram nessa armadilha e fortaleceram esse discurso. Porém, muitos já perceberam esse equívoco e agora lutam para reconstruir um campo desenvolvimentista, que fale de emprego e renda, de cunho popular, pautado na educação e na aposta no brasileiro. E dentro desse ambiente, falarmos de tolerância e convivência. Defendo que temos que dialogar e conviver, somos todos brasileiros. Defender a família é falar do chefe da casa tendo emprego e dignidade, levando o pão diário para os seus, e não dos bancos lucrando absurdamente com juros no cartões de crédito.

MBR – E na prática, o que você propõe para o desenvolvimento e para geração de empregos?

F.M. – Temos a meta de Fortalecer as Câmaras de Desenvolvimento Locais e criar os Polos Empreendedores para estimular a cooperação e a concorrência saudável entre indústrias e empresas; principalmente as micro e médias, cada setor que gera emprego deve ter apoio forte da prefeitura. As boas ideias devem receber incentivo em todos os aspectos. Vamos legislar para tentar desburocratizar o acesso dos empreendedores às políticas de incentivo produtivo. Além disso, queremos debater o investimento pesado em ecoturismo, interno e externo; regiões como o Maciço da Pedra Branca e o Maciço do Mendanha precisam ser estruturadas e revitalizadas para desconcentrar o turismo da cidade e fazer essa indústria crescer o ano todo, não só durante os períodos de festas populares. Fora o Turismo histórico, que podiam ser explorados nos bairros imperiais como São Cristóvão e em Santa Cruz, zona Oeste do Rio de Janeiro. Também vou trabalhar para criação do “Vale do Silício Carioca” que será uma empreitada de avanço tecnológico, educação técnica, geração de empregos e trará excelentes parcerias com a iniciativa privada. Aliais hoje defendo que o acesso à Internet em banda larga é um direito fundamental do cidadão, dentro de um conceito de cidade inteligente.

MBR – Quais são os maiores problemas que a população do Rio enfrenta hoje, nestes tempos de pandemia?

F.M. – A pandemia desestruturou os países e cidades mais desenvolvidas do mundo, mas aqui no Rio, vivemos uma das situações mais tristes em função da corrupção e má gestão dos recursos públicos na saúde e em outras áreas, já estávamos sofrendo desde a gestão Eduardo Paes com a administração cruel das OS (Organizações Sociais contratadas pela Prefeitura para gerenciar a saúde) que só visam lucro e desumanizam o atendimento à população e as relações com os profissionais de saúde. E essa corrupção aliada à má gestão que está em todos os setores, não só na saúde, desde o transporte público até a política fiscal, passando segurança e educação, tem que ser combatida. Nós, cariocas, precisamos voltar a sorrir e a acreditar que política não é só roubalheira. O maior problema dos tantos que o Rio infelizmente tem hoje, é a falta de vontade política e a corrupção dos agentes públicos.

MBR – O desempenho da Educação no Rio tem sido um dos piores do Brasil nos últimos anos, como você acredita que seja possível reverter isso?

F.M. – Sou de uma família cheia de professores da rede pública. É preciso ouvir estes profissionais que estão lá na linha de frente, atuando em cada escola, em cada região, eles conhecem os problemas e sabem como nos ajudar a criar propostas para resolvê-los. A educação não pode ser um “aparelho eleitoral” e nem ideológico, onde cada prefeito eleito muda tudo, se desfaz dos projetos que estavam dando resultado para criar um curral eleitoral junto à comunidade escolar. As ideias adotadas pelos últimos gestores da cidade de Sobral, no Ceará, são um excelente exemplo de educação de qualidade com resultados positivos que apareceram no IDEB (índice nacional de desenvolvimento da educação básica), justamente porque elas tem continuidade desde que o Ciro (Ciro Gomes) foi o prefeito da cidade e investiu pesado em educação. O melhor exemplo de investimento aqui no Rio, ocorreu durante o governo Leonel Brizola com os CIEPS (Brizolões) e essa é uma ideia de educação integral que eu, os vereadores e deputados do PDT pretendemos revitalizar através das câmaras e do executivo com Martha Rocha. E deixo acrescentar que instituições como a UEZO são fundamentais permanecerem nos bairros dos subúrbios cariocas, para que dentro de um Projeto de Desenvolvimento local, possam gerar emprego e renda.

MBR – Em uma das perguntas acima você citou a questão dos transportes públicos como um dos grandes problemas da cidade, como você acredita que seria possível resolver isso?

F.M. – Este é um setor da administração pública que precisa ser totalmente revisto e com urgência. O carioca não suporta mais sofrer com a precariedade dos transportes, paga-se caro por um serviço muito ruim. É preciso rever a legislação sobre concessões, investir na estrutura ampliando modelos como BRTs, que devem ser atualizados para ônibus elétricos, VLTs, ciclovias, bicicletários, e até mesmo estruturar um sistema hidroviário de transporte. Claro que fiscalizando sem trégua as concessionárias de transporte público, propondo um novo modelo de licitação que separe a oferta do serviço da prestação da frota de transporte. Tudo isso, pensando numa lógica de desconcentra a economia para que os trabalhadores tenham oportunidade de trabalhar mais perto de suas casas. São medidas que trarão muitos benefícios para a mobilidade dos cariocas.

MBR – O Rio é historicamente uma cidade de muitos contrastes: temos a zona sul, um cenário de novela e outras regiões totalmente abandonadas. É possível mudar este quadro?

F.M. – O Rio sempre sofreu com a falta de urbanização e o crescimento desordenado de certas áreas, há locais mais remotos dos bairros da zona oeste e das comunidades onde o poder público sequer entra… casas construídas sem planejamento, sem estrutura de saneamento ou qualquer condição básica de dignidade humana, em áreas de risco ou de preservação, resultado da grilagem criminosa e ilegal de terras, colocam a vida de famílias inteiras em risco. Queremos legislar para criar um programa de habitação popular que facilite a regularização fundiária e a retirada de imóveis da ilegalidade e do mercado ilegal, construindo toda a estrutura de urbanização necessária para um crescimento ordenado e uma vida com dignidade. Além disso, queremos criar novos programas habitacionais de interesse social para construção de casas populares para os trabalhadores de baixa renda e os tantos e tantos cidadãos que estão hoje na informalidade. A habitação e a dignidade são direitos fundamentais dos cidadãos.

MBR – Fernando, para encerrarmos: você acredita que é possível fazer com que o cidadão do Rio de Janeiro volte a ter orgulho de sua cidade e fazer com que o Rio seja um orgulho para o Brasil?

F.M. – Sim! O que precisamos é prestar atenção nas propostas dos candidatos e o PDT tem exatamente isso: Um Projeto para o Brasil com Ciro Gomes em 2022 e um Projeto para a Cidade do Rio de Janeiro com Martha Rocha e nossos candidatos a vereadores. Olhem a Cultura. A cultura Carioca nos bairros está abandonada. Tem Lona Cultural que está coma luz cortada por falta de repasse. O carioca sem acesso cultura é um carioca sem a sua alma. Temos que valorizar os artistas locais, revitalizando os equipamentos culturais municipais, atrelando a educação. Cultura traz inovação, gira uma economia criativa. Faz o carioca sorrir. O que o carioca quer é produzir e trabalhar, ter acesso à educação, cultura e lazer de qualidade, transitar pela cidade em segurança, poder sonhar com um futuro digno para seus filhos e cuidar da saúde. É para isso que pagamos, juntamente com os paulistanos, os impostos mais caros do Brasil. Esse desalento com a política acontece porque o cidadão do Rio não suporta mais ser enganado por políticos aproveitadores e sem proposta. Eu acredito que é possível mudar e transformar a nossa cidade porque acima de tudo eu acredito no povo brasileiro, no povo carioca. É o que eu e diversos companheiros pelo país, uma turma boa que pensa em projeto e desenvolvimento, pensamos. Procure na sua cidade essa Turma. Mudar o país, começa agora!

Agência MBrasil


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