Antes de Fidel: Brizola, o caudilho que teve coragem de nacionalizar empresas dos EUA

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Multinacional Bond & Share negava-se a expandir a rede elétrica, impedia o desenvolvimento do estado e ainda deixava população no escuro

O engenheiro Leonel de Moura Brizola tinha 37 anos quando assumiu o governo do Rio Grande do Sul, em 31 de janeiro de 1959. Desde o começo da gestão, tratou de negociar com a estadunidense Bond & Share — dona do monopólio da energia elétrica gaúcha — o aumento significativo na oferta de eletricidade no Pampa: “Precisamos de energia e de comunicação para crescer”, repetia o jovem governador a cada entrevista ou aparição pública. Ele “precisava” fazer um acordo para ampliar a distribuição de energia elétrica no estado.

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Assim como a sofrida população do Amapá, que na semana passada enfrentou um terceiro apagão, grande parte da população rio-grandense, incluindo a capital, Porto Alegre, há 60 anos vivia às escuras.

Antes de assinar o decreto de expropriação, Brizola já vinha presidindo infrutíferas negociações com os dirigentes da Companhia estadunidense.


A concessão estava vencida e a empresa não fazia nenhum novo investimento. Ao contrário: seus diretores exigiam novo contrato, por um período de 35 anos, e revisão tarifária.

Após receber aval do presidente Juscelino Kubitschek, Brizola expropriou os bens da multinacional pelo valor simbólico de 1 cruzeiro. O fato repercutiu nos Estados Unidos.

O presidente Juscelino Kubitschek telefonou a Brizola para registrar o protesto do senador Assis Chateaubriand, que o havia procurado. Leonel revelou a contabilidade da empresa, que apresentava diversas fraudes. Criou-se então uma crise de relacionamento entre Brasil e Estados Unidos.

Com informações Diálogos do Sul


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