Sem auxílio, comércio do Rio entrará em depressão

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O presidente da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), Antonio Florencio de Queiroz Junior, defendeu a volta imediata do auxílio emergencial. Ele citou recente pesquisa do Datafolha que mostra 70% dos beneficiários sem outra opção de renda.

“Isso aponta para uma forte depressão no comércio, o que impacta os demais setores”, afirmou Queiroz em entrevista a um jornal paulista. No ano passado, o Governo Federal gastou R$ 293,11 bilhões com auxílio emergencial e R$ 33,5 bilhões com o benefício emergencial de manutenção do emprego e renda (BEm). No Estado do Rio de Janeiro, cerca de 5 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo auxílio.

A Assembleia Legislativa (Alerj), que retoma os trabalhos nesta terça, deve examinar proposta do atual presidente, deputado André Ceciliano (PT), para aprovação de uma renda emergencial de até R$ 300 para mães. Ceciliano deve ser reeleito presidente por unanimidade, e a aprovação do projeto é dada como certa.

Além do auxílio emergencial, a Fecomércio RJ defende a volta do BEm, destacando que os efeitos da pandemia continuam. “Sabemos que demanda do mercado não vai se recuperar de um dia para o outro. A opção de dispensá-los representa mais custo que o habitual, segundo os termos da Lei 14.020/20. A opção de manter o quadro representa uma folha de pagamento desproporcional ao faturamento. Me arrisco a dizer que 2021 se apresenta ainda mais difícil que o ano de 2020”, destacou Florencio de Queiroz em artigo.

Uma boa notícia para o comércio do Rio foi o levantamento feito pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) revelando que houve queda na inadimplência: os muito inadimplentes passaram de 10,5% para 9,5%, e os que possuem contas atrasadas passou de 19,1% para 17,7%. O percentual dos pouco inadimplentes passou de 20,2% para 19,8%. A pesquisa constatou, ainda, o aumento dos consumidores sem restrições: de 50,1% para 53%.

Com informações Monitor Digital


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