É alto o risco de faltar oxigênio nas cidades menores

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A expectativa é que falte oxigênio nos pequenos hospitais, principalmente em cidades do interior, dentro de poucos dias, alertou o diretor de Logística do Ministério da Saúde, general Ridauto Fernandes, em audiência da Comissão Temporária da Covid-19 do Congresso nesta quinta-feira

O general explicou que há carretas esperando para serem abastecidas há dias em uma planta produtora no interior do Maranhão. O mesmo ocorre no Paraná, onde envasadores estão sendo obrigados a se deslocar para São Paulo ou Rio de Janeiro.

Newton Oliveira, representante da Indústria Brasileira de Gases (IBG) na reunião, afirmou que as indústrias enfrentam “muitas dificuldades, porque hospitais que consumiam um determinado volume hoje consomem 5, 6, até 10 vezes mais do que consumiam. O que gera uma série de dificuldades, como a evaporação do produto”. “Os tanques são dimensionados para terem uma frequência de abastecimento, então a vazão dos equipamentos é restrita”, detalhou, segundo a Agência Senado.

O general Ridauto defendeu que Congresso e Ministério da Saúde precisam negociar uma mudança legislativa com urgência, para que as grandes empresas produtoras de oxigênio medicinal não se recusem a abastecer carretas de envasadores que atendem principalmente cidades do interior.

Para Ciro Marino, da Associação Brasileira de Indústria Química (Abiquim), o Ministério da Saúde precisa centralizar de fato esta logística, para que o setor produtivo se concentre apenas na produção. Isso porque as empresas do ramo têm sido sobrecarregadas burocraticamente pelo assédio de secretarias, prefeituras, agências e órgãos em diversos níveis da administração pública, diante do quadro de incertezas.

Um ano após o início da pandemia, os mecanismos de centralização devem estar prontos em breve, de acordo com a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Meiruze Freitas.

Com informações Monitor Digital


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