Mercado financeiro coloca Bolsonaro de aviso prévio

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A carta aberta “O país exige respeito; a vida necessita da ciência e do bom governo”, assinada por integrantes do mercado financeiro e divulgada neste final de semana, sobre as medidas de combate à pandemia, traz alguns aspectos raros: um deles, ter entre os signatários não somente analistas e economistas do mercado, mas banqueiros, banqueiros de verdade, como Setúbal e Moreira Salles.

Outro aspecto que pode ser visto como inédito, mas que recebeu quase nenhum destaque, foi o final do documento. Precisamente, os 3 últimos parágrafos. Neles, é traçado o papel de liderança: “Apesar do negacionismo de alguns poucos, praticamente todos os líderes da comunidade internacional tomaram a frente no combate ao Covid-19 desde março de 2020”.

Em seguida a carta assinala: “Líderes políticos, com acesso à mídia e às redes, recursos de Estado, e comandando atenção, fazem a diferença: para o bem e para o mal. O desdenho à ciência, o apelo a tratamentos sem evidência de eficácia, o estímulo à aglomeração e o flerte com o movimento antivacina caracterizaram a liderança política maior no país. Essa postura reforça normas antissociais, dificulta a adesão da população a comportamentos responsáveis, amplia o número de infectados e de óbitos, aumenta custos que o país incorre.”

Finalizando: “O país pode se sair melhor se perseguimos uma agenda responsável. O país tem pressa; o país quer seriedade com a coisa pública; o país está cansado de ideias fora do lugar, palavras inconsequentes, ações erradas ou tardias. O Brasil exige respeito.”

Com informações Monitor Digital


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