Se a eleição fosse hoje, Guedes seguraria lanterna

Ministro Paulo Guedes e o presidente da Caixa Economica (CEF) durente entrevista coletiva, no ministério da Economia. A Caixa tem uma dívida com o governo de R$ 40,2 bilhões. Recursos devolvidos serão usados pelo governo para abater a dívida pública. Brasilia, 12-06-2019. Falram Foto: Sérgio Lima/PODER 360
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Por Marcos de Oliveira


A anulação da condenação de Lula motivou a realização de várias pesquisas eleitorais que, em comum, têm o vício deste tipo de levantamento: tentar adiantar para hoje um cenário que o eleitor só desenhará daqui a um ano ou mais (em 2001, Roseana Sarney era favorita para presidente na eleição do ano seguinte; a PF apreendeu R$ 1,3 milhão na empresa da qual era sócia e a candidatura derreteu como picolé neste verão que se finda). Acabam as pesquisas servindo para tentar viabilizar (inclusive fonanceiramente) alguns nomes.

Mas, debaixo da espuma, alguns dados podem ser extraídos. Na última pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta sexta-feira e realizada de 9 a 11 de março, fica a certeza de que, “se a eleição fosse hoje”, Paulo Guedes ficaria em último lugar. A parcela que acredita que a economia do país está indo no caminho errado cresceu de 57%, em fevereiro, para 63% – o maior índice desde o início da pandemia, e antes.

A chance de manter o emprego (muito grande + grande) desabou de 60% para 52%. As dívidas estão aumentando ou aumentando muito para 37% (eram 31% um mês atrás) e diminuindo ou diminuindo muito para 18% (24% em fevereiro).

Finalmente, 52% dos entrevistados querem, na próxima eleição, “que mude totalmente a forma como o Brasil está sendo administrado”; 29% desejam “que mude um pouco”; somente 15% querem manter isso aí, viu ?

Com informações Monitor Digital


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