A aliança entre Barroso e PSOL contra o voto auditável

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Por Arthur Kowarski

Além de se mobilizar pelas manifestações do dia 29 de maio contra o governo, não endossada por lideranças oposicionistas como Lula e Ciro, o PSOL vem lançando-se em uma cruzada, nas redes sociais, contra o projeto de lei das urnas auditáveis, que permitirá a checagem dos votos nas urnas por meio de uma via impressa, em anexo.

Para tal, utilizam-se de um rumor falso, ou uma legítima “fake news”, que nada deve às divulgadas pelo tal “Gabinete do Ódio” ligada aos filhos do presidente da República, de que a via impressa seria um comprovante que o eleitor iria levar para casa, configurando assim um tipo de voto de cabresto. Evidentemente que não se trata disso, mas usa-se esse argumento falso para trazer à tona o fantasma do “controle das milícias” sobre os eleitores.

Coincidentemente ou não, reforçam esse argumento na mesma semana em que reportagem do jornal “O Dia”, do Rio de Janeiro, revela que o irmão da traficante Sandra Sapatão, com o apelido de “Rumba”, estava lotado como assessor parlamentar da Deputada Dani Monteiro, na Assembleia Legislativa do RJ. Sandra foi presa em operação conexa à ocorrida no Jacarezinho, já que ela era uma das chefes do tráfico na região. Apesar de negra e LGBT, Sandra não estava no Jacarezinho, mas foi presa em uma praia em Saquarema, na Região dos Lagos fluminense, em uma ação sem violência e sem oferecer resistência.

Por sua vez, Luís Roberto Barroso, ministro do STF e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu entrevista de página inteira em “O Globo”, garantindo ao público que o atual sistema eleitoral é o melhor dos mundos. De alto de seu “notório saber jurídico” e administrativo, o ministro parece ignorar o Princípio da Transparência, cada vez mais adotado pela Administração Pública, que permite ao cidadão comum acompanhar a atuação do Estado, que determina a publicidade dos gastos públicos e dos contratos administrativos. Mesmo aqueles feitos sem processo licitatório, como é o caso do contrato do TSE com a empresa estadunidense Oracle, que armazena os dados de todos os eleitores brasileiros.

Contribuição do Jornal Puro Sangue


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