ABI & VOTO ELETRÔNICO

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Em 2002 a ABI apoiou o primeiro seminário organizado no Brasil para discutir a questão do voto eletrônico no Brasil. Naquela época, seis anos depois do início do uso das máquinas de votar no Brasil, os resultados eram anunciados por percentuais de votos, não pelo total de votos, em um processo que contrariava frontalmente a legislação já que a lei determinava que os votos fossem identificados na origem; em Camaçari, na Bahia, tinham acabado de descobrir que milhares de eleitores estavam cadastrados no mesmo endereço; não era possível naquela época – como não é possível até hoje – fazer recontagem de votos e auditar resultados.

O seminário que a ABI apoiou em 2002 foi organizado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) a pedido do então presidente nacional da legenda, Leonel Brizola, com a autoridade de ter sido vítima da primeira tentativa de fraude eletrônica da história – o escândalo da Proconsult de 1982 – quando agentes do SNI tentaram fraudar o resultado da eleição de governador do Rio de Janeiro para dar a vitória a Wellington Moreira Franco, o candidato da ditadura, prejudicando Brizola.

A ABI, até por sua tradição de luta, poderia ficar fora dessa discussão – absolutamente torta – entre Bolsonaro e a Justiça Eleitoral, a mesma que apesar de termos em vigor no país por três vezes, aprovadas pelo Congresso, leis determinando a impressão do voto – sempre se colocou contra. Nessa briga de Bolsonaro com a Justiça Eleitoral, me desculpem, mas nenhum dos dois tem razão.


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