Não há Pátria sem Patrimônio

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Siqueira: “Pré-sal é maior oportunidade que o Brasil tem de deixar de ser o eterno país do Futuro.”

Entrevistado no programa Tecendo o Amanhã para falar sobre o tema “Não há pátria sem patrimônio”, o diretor Administrativo da AEPET, Fernando Siqueira, traçou um histórico do permanente assédio aos abundantes recursos naturais do Brasil e o impacto negativo no desenvolvimento soberano do país.

Siqueira, que é diretor Administrativo da AEPET, lembrou as pressões e constrangimentos coordenados, desde 1977, pelo ex-Secretário de Estado dos Estados Unidos, Henri Kinsinger, para que os países hegemônicos garantissem acesso aos recursos naturais não renováveis.

“Em 1978, nos acordos comerciais da Rodada Uruguai, foram estabelecidas as metas do neoliberalismo: privatizações em massa – principalmente na América Latina para obstruir o desenvolvimento de países potencialmente hegemônicos, como Brasil e China. Entre as prioridades, acabar com Mercosul e garantir as patentes das multinacionais”, disse, ponderando que tais medidas preparavam o caminho para o Consenso de Washington, que veio em seguida e hoje vive sua crise mais aguda.

Para o diretor da AEPET, o pré-sal representa “a maior oportunidade que o Brasil tem de deixar de ser o eterno país do Futuro”. Siqueira destacou ainda que o país possui a 12ª reserva de água potável do mundo. Sobre a privatização da Eletrobrás, considerou crime de lesa-pátria. “A privatização da Eletrobrás representa entrega ao controle estrangeiro de uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo. O Brasil está na contramão. Na Europa, a tendência é estatizar setores estratégicos, pois o serviços das multinacionais são caros e ruins”, ponderou.

Veja a entrevista na íntegra

Com informações AEPET


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